Madri cai quase 6%, o maior recuo desde 2010; Bovespa e NY aprofundam perdas

Bianca Pinto Lima

20 de julho de 2012 | 10h54

Texto atualizado às 13h

Agência Estado

As bolsas de valores da Europa encerraram o pregão em forte queda nesta sexta-feira, 20, em meio às preocupações com os problemas bancários da Espanha. As outras praças financeiras ao redor do mundo também operam em baixa, contaminadas pelo clima de nervosismo.

Madri amargou forte perda e fechou o pregão com recuo de 5,82%, a maior queda desde maio de 2010. Já Milão perdeu 4,38%, enquanto Londres teve queda de 1,09% e Paris cedeu 2,14%. Frankfurt, por sua vez, caiu 1,90%.

Em Nova York, os mercados também operam no terreno negativo. Por volta das 13 horas (de Brasília), Dow Jones recuava 0,81%, Nasdaq perdia 1,07% e S&P 500 -0,82%. No mercado local, no mesmo horário, a Bovespa aprofundava a queda para 1,44%, aos 54.552 pontos.

A Espanha voltou ao radar dos investidores nesta sexta com a teleconferência de ministros de Finanças dos 17 países da zona do euro (Eurogrupo) sobre os termos do acordo de € 100 bilhões para resgatar os bancos do país. Nesta manhã, foi anunciado que o Eurogrupo adotou formalmente o memorando de entendimento que detalha o pacote de ajuda.

A notícia, no entanto, não afastou a tensão, diz o operador sênior da Renascença Corretora, Luiz Roberto Monteiro. “A aprovação dos ministros elimina uma variável da crise, o problema do setor bancário espanhol, que poderia repercutir em toda a Europa e nos EUA. Mas, em relação à economia como um todo, nada foi feito”, diz.

O governo espanhol afirmou nesta sexta esperar que a economia do país, que é a quarta maior da zona do euro, continue em recessão no próximo ano, enquanto o governo implementar medidas de austeridade. Segundo o ministro do Orçamento, Cristóbal Montoro, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá ter contração de cerca de 0,5% em 2013, em vez da expansão de 0,2% prevista anteriormente.

(Com Renata Pedini, da Agência Estado)

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