Bovespa acelera alta e retoma os 60 mil pontos

Estadão

21 de agosto de 2012 | 10h42

Texto atualizado às 11h30

Olívia Bulla, da Agência Estado

A Bovespa exibe alta acelerada desde a abertura do pregão desta terça-feira e aguardou cerca de uma hora de negócios para angariar os 60 mil pontos, já com o apoio do início positivo da sessão em Nova York. Por volta das 11 horas, o Ibovespa subia 1,42%, aos 60.126 pontos, na pontuação máxima do dia, e registrava um volume financeiro de pouco mais de R$ 1 bilhão. O índice à vista ainda não operou no terreno negativo, sendo que no nível mais baixo da sessão, mostrou ligeira alta de 0,02%, aos 59.298 pontos. Por volta do mesmo horário, o dólar atingia a máxima do dia, com alta de 0,15%, cotado a R$ 2,0210.

Em Nova York, o índice S&P 500 avançava 0,44%, sendo negociado no maior nível durante a sessão desde 20 de maio de 2008, aos 1.425 pontos. Já o índice Dow Jones tinha alta de 0,31%.

Em relatório, a equipe de analistas da Um Investimentos destaca que os mercados financeiros apresentam maior otimismo com a provável extensão do prazo grego para atingir as metas fiscais impostas pelos credores internacionais para que o país mediterrâneo continue a receber as parcelas do plano de resgate. Nesta semana, o primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, reúne-se com o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.

Um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista, que pediu para não ser identificado, chama atenção também para o comportamento das ações da Vale. Para ele, as ações da mineradora vinham pesando na Bolsa, diante da desaceleração econômica na China e das questões judiciais sobre royalties.

Na segunda-feira, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o acordo entre a Vale e o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) sobre o valor da cobrança da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), conhecido como royalties da mineração, deve sair até setembro. Segundo Lobão, as negociações continuam. O ministro não quis adiantar uma estimativa sobre o valor do acordo.

Já do outro lado do mundo, surge a expectativa de que a China possa estimular o consumo interno, diante da demanda mais fraca pelas exportações do país. Segundo um jornal estatal, Pequim estaria considerando a expansão do crédito entre os consumidores chineses para a compra de aparelhos domésticos, móveis e veículos a prazo. No Brasil, o governo ampliou ontem os itens desonerados de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor moveleiro, adequando a lista que fica em vigor até o fim de setembro.

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