Bovespa abre em baixa após fortes ganhos de ontem

Estadão

21 de dezembro de 2011 | 11h35

A Bovespa abriu o pregão de em baixa, depois de ter subido quase 3% ontem, praticamente zerando a perda acumulada em dezembro. Mas os ventos favoráveis que vieram do exterior, na véspera, perderam força nesta quarta-feira, 21, deixando os negócios locais “de ressaca”, diante do fôlego curto para aproximarem-se dos 60 mil pontos. Às 11h46, o Ibovespa caía 0,70%, aos 56.469 pontos.

“Os mercados internacionais içaram a Bolsa ontem, mas hoje os investidores parecem estar de ressaca”, comenta o chefe da mesa de renda variável de uma corretora paulista. Para ele, esse sentimento “nauseado” e “fatigado” dos negócios deve se prolonga durante as próximas sessões, principalmente na última semana de dezembro. “Se houver alguma tentativa de melhora, deve ser entre hoje e sexta-feira”, acrescenta, prevendo como improvável uma retomada dos 60 mil pontos até o fim do ano.

Mas o exterior não favorece hoje uma nova rodada de ganhos vigorosos, e o sinal negativo prevalece entre os ativos. Em princípio, os mercados acionários gostaram da alocação de quase 500 bilhões  de euros feita pelo Banco Central Europeu (BCE) em operação de refinanciamento de três anos, com uma demanda feita por mais de 500 instituições financeiras.

Porém, os investidores fizeram uma releitura dos números e viram que a operação do BC europeu pode ser insuficiente para aliviar o mercado de bônus soberanos, bem como eleva as incertezas quanto à necessidade de liquidez entre os bancos.

Assim, as principais bolsa europeias operam no negativo após o otimismo do início do pregão. Londres cai 0,54%, Paris perde 0,43% e Frankfurt tem recuo de 0,27%.

Já em Wall Street, as bolsas aguardam uma nova surpresa sobre o mercado imobiliário, após a inesperada alta das obras de moradias iniciadas em novembro, ontem. Hoje, às 13 horas, saem as vendas de moradias usadas no mês passado. Às 13h30, é a vez do relatório oficial sobre estoques de petróleo bruto e derivados no país na semana passada.

(Olívia Bulla, da Agência Estado)

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