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Bovespa tem queda com dado fraco de China

Estadão

23 de maio de 2013 | 13h50

Renata Pedini, da Agência Estado

Conforme o esperado, a Bovespa tem nesta quinta-feira uma forte queda, puxada pela desvalorização das ações da Gerdau e Vale, em resposta à contração da atividade manufatureira da China em maio. O movimento foi acelerado, há pouco, após a abertura das Bolsas de Nova York, também no negativo.

Às 13h48, o Ibovespa caía 0,77%, aos 55.994 pontos. No mesmo horário, Gerdau Metalurgia  PN caía 3,28%, Vale ON, 2,61% e Gerdau PN, 2,49%.

Os investidores fogem do risco após a divulgação do resultado preliminar do PMI da indústria chinesa medido pelo HSBC, que caiu para 49,6 em maio, de 50,4 na leitura final de abril. O resultado deste mês foi o menor em sete meses e, abaixo de 50, indica contração. Isso se sobrepôs à alta acima do esperado do PMI composto da zona do euro, que subiu para 47,7 neste mês, ante 46,9 no anterior, segundo dado preliminar da Markit. A previsão era de 47,1.

Nas commodities, a reação também foi de baixa acentuada. “Tem um pouco de rescaldo do discurso do presidente do Fed, ontem, mas o que está assustando os mercados é a China, que pegou a todos de ‘calça curta’ logo cedo”, disse o operador sênior da Renascença Corretora Luiz Roberto Monteiro. “Os setores de mineração e siderurgia são os que mais sofrem”, completou.

Ontem, a ata do último encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed indicou que vários dirigentes da autoridade monetária estariam dispostos a apoiar a retirada dos estímulos monetários já na próximo encontro, no mês que vem, se a economia norte-americana estiver em trajetória forte e estável. Nesta manhã, o presidente da unidade de Saint Louis, James Bullar, disse que “devemos manter o programa atual, ajustando compras de bônus conforme necessário”. Afirmou ainda que a inflação precisa voltar para a meta de 2% antes de o banco central norte-americano considerar a diminuição do ritmo de compras de bônus.

A decisão depende, conforme vêm afirmando analistas, de novos dados sobre a economia norte-americana dos EUA e, na agenda, havia vários previstos. Há pouco, saíram os pedidos de auxílio-desemprego na semana até 18 de maio. Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, as solicitações caíram para 340 mil, de 345 mil previstas. Os pedidos da semana anterior foram revisados em alta para 363 mil, de 360 mil. O índice de atividade dos gerentes de compras (PMI) industrial da Markit, por sua vez, caiu a 51,9 na leitura preliminar de maio, de 52,1 em abril.

 

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