Bovespa abre em queda, mas agenda do dia traz volatilidade

Estadão

31 de julho de 2013 | 10h30

Olívia Bulla

Os mercados financeiros globais abandonam a recente lateralidade que vigorou entre os negócios com risco e se envolvem em um intenso vaivém, diante da agenda econômica carregada de eventos e indicadores econômicos nos Estados Unidos. Os números melhores que o esperado no país sobre postos de trabalho criados no setor privado em julho e sobre a expansão econômica no trimestre passado içaram as taxas de juros futuros norte-americanas, comprometendo o comportamento das bolsas de valores ao redor do mundo, em meio a um fortalecimento do dólar. Mas ainda falta o anúncio da decisão de política monetária pelo Federal Reserve, à tarde, que pode sacramentar a performance da Bovespa neste mês. Às 10h10, o Ibovespa caía 0,30%, aos 48.417,02 pontos.

“O dia hoje é de volatilidade, ao sabor de cada anúncio”, resume um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista, de olho no calendário econômico do dia. O profissional cita os dados já conhecidos nesta manhã nos EUA, que mostraram abertura de 200 mil empregos no setor privado norte-americano neste mês, acima da previsão de +183 mil, e também do crescimento de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no trimestre passado, bem acima da estimativa de +0,9%.

Imediatamente após esses dados, o juro dos Treasuries norte-americanos avançaram, reduzindo o apetite entre os ativos mais arriscados. No horário cima, o futuro do S&P 500 oscilava em baixa de 0,02%. Logo mais, às 10h45, sai o índice ISM de atividade industrial em Chicago em julho e, às 11h30, os estoques norte-americanos de petróleo bruto e derivados na semana passada.

Mas o anúncio mais aguardado do dia será feito apenas à tarde, às 15 horas, quando o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) publica o comunicado sobre o rumo da taxa básica de juros nos EUA. Embora não sejam esperadas para já mudanças no ritmo de compras mensais de bônus pelo Banco Central norte-americano, os investidores estão em busca de qualquer indicação sobre a redução dos estímulos monetários, bem como novas pistas sobre quando o juro no país deixará de ficar perto de zero.

Para o operador citado acima, a performance do dia, “dificilmente”, irá fazer a Bolsa devolver os ganhos acumulados neste mês – de 2,33% até ontem – “a não ser que venha um absurdo do Fed”. Ainda assim, acrescenta o profissional, essa valorização mensal “não é nada para se empolgar”.

Também em âmbito doméstico, o destaque do dia fica com a divulgação dos balanços de Ambev e TIM.

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