Bovespa acentua queda e fecha em baixa de 1,21%

Bianca Pinto Lima

28 de setembro de 2011 | 17h26

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) interrompeu a sequência de altas e fechou no terreno negativo pela primeira vez na semana, seguindo a piora nos mercados internacionais.

O Ibovespa não conseguiu sustentar a alta da abertura e inverteu o sinal, acentuando a queda próximo ao fim do pregão. O índice encerrou em queda de 1,21%, aos 53.270 pontos. No mercado de câmbio, o dólar subiu 1,16%, cotado a R$ 1,83. No mês, a moeda americana acumula ganho de 14,81%.

“Ontem especulava-se sobre a ampliação do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, mas nada de concreto aconteceu, então o mercado voltou à realidade dos fatos e fechou em baixa”, diz o operador de mesa institucional da corretora Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

Entre as maiores altas do Ibovespa nesta quarta estão Telesp PN (+2,06%), TIM ON (+1,80%) e Ambev PN (+0,88%). Já as quedas do índice foram lideradas por TAM PN (-5,19%), PDG Realty ON (-5,16%) e Fibria ON (-4,40%). Dentre as blue chips, Petrobrás PN recuou 1,02% e ON -1,21%, enquanto Vale PNA perdeu 0,59% e ON caiu 0,50%.

A LAN Airlines comunicou nesta quarta que protocolou perante o tribunal de livre concorrência do Chile, o TDLC, um pedido para retificar erros de cálculos que, segundo comunicado, afetam “a reputação da companhia e daqueles que nela trabalham.”  A aérea, que está em processo de fusão com a brasileira TAM, afirma que a resolução contém cálculos errados de yields (tarifa por quilômetro em cada rota), que resultaram em questionamento do TDLC a informações apresentadas pela companhia.

Em Nova York, os principais índices acionários encerraram com desvalorizações ainda mais acentuadas do que no mercado doméstico. Dow Jones caiu 1,61%, Nasdaq recuou 2,17% e S&P 500 perdeu 2,07%.

O sinal negativo também predominou nas praças financeiras da Europa diante da falta de detalhes sobre uma ação política iminente para conter a crise de dívida da região. Londres fechou em baixa de 1,44%, Frankfurt caiu 0,89% e Paris perdeu 0,92%.

Mais cedo, a Comissão Europeia detalhou a sua proposta sobre imposto para as transações financeiras, que tem como alvo operações com ações, bônus e derivativos. Com o objetivo de conter a volatilidade nos mercados, Espanha, França, Itália e Bélgica decidiram prorrogar a proibição de vendas a descoberto de certas ações.

(Com Agência Estado)

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