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Bovespa sobe 2,96% com disparada das ações da Vale

Bianca Pinto Lima

24 de outubro de 2011 | 18h25

Os papéis da Vale fecharam em forte alta nesta segunda-feira e ajudaram a empurrar a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para cima. As ações da mineradora reagiram a um indicador positivo sobre a economia da China, um dos seus principais mercados. Vale PNA ganhou 5,94% e ON valorizou-se 5,92%, enquanto o Ibovespa encerrou em alta de 2,96%, aos 56.891 pontos. Na máxima do dia, o índice da bolsa paulista chegou a subir 3,57%, atingindo o patamar dos 57 mil pontos.

O Índice de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) da China, medido pelo HSBC em versão preliminar, recuperou-se fortemente em outubro, subindo para 51,1, de uma leitura final de 49,9 em setembro. A alta é a primeira desde março e ajuda a aplacar algumas preocupações quanto a uma forte desaceleração da segunda maior economia do mundo.

O dia também foi de otimismo nos mercados internacionais devido, principalmente, à expectativa em relação à nova cúpula da União Europeia nesta quarta-feira, que poderá culminar em um novo plano de socorro.

Em Nova York, Dow Jones subiu 0,89%, S&P 500 teve alta de 1,29% e Nasdaq, termômetro do setor de tecnologia, ganhou 2,35%. Os sinais positivos se repetiram mais cedo na Europa. Londres subiu 1,08%, Frankfurt ganhou 1,41% e Paris fechou em alta de 1,55%. Já Madri subiu 1,18% e Milão valorizou-se 0,72%. Apenas Lisboa foi na contramão e recuou 0,28%.

No mercado de câmbio, o dólar fechou com queda de 1,52%, cotado a R$ 1,7530, o menor valor desde o último dia 14, quando encerrou em R$ 1,7320.

O Conselho Europeu confirmou nesta segunda a realização de uma nova cúpula de líderes nesta semana. O anúncio rebate especulações entre operadores do mercado de Londres de que a reunião poderia ser adiada.

No domingo, a UE concluiu mais uma cúpula anunciando que está próxima de um acordo para frear a crise. Um dos três pilares do plano foi praticamente fechado: a recapitalização dos bancos em mais de 100 bilhões de euros.

“A ideia é a de ter até quarta-feira um ambicioso pacote de medidas para salvar a estabilidade do mundo”, disse José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia.

O principal problema é como ampliar o fundo de estabilidade da UE. Líderes da oposição na Alemanha afirmaram após reunião com Merkel que a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) deverá ter seu poder de fogo ampliado de € 440 bilhões para € 1 trilhão.

Os governos da zona do euro esperam que a EFSF seja capaz de proteger países como Itália e Espanha de serem engolidos pela crise de dívida.

(com Danielle Chaves e Hélio Barboza, da Agência Estado)

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