Bovespa segue exterior e tem 4º pregão seguido de queda

Bianca Pinto Lima

22 de novembro de 2011 | 18h41

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda pelo quarto pregão consecutivo seguindo o movimento das praças financeiras internacionais, que também encerraram o dia com leves perdas.

O Ibovespa recuou 0,72%, aos 55.878 pontos. A sessão foi marcada pela volatilidade. Na mínima do dia, o índice chegou a cair 1,20%, enquanto na máxima subiu 0,50%. Em 2011, a bolsa paulista já se aproxima de uma perda de 20%.

O fechamento abaixo dos 56 mil pontos, considerado por parte dos analistas como um importante nível de suporte, não significa que a Bovespa entrará em um movimento de queda acentuada. Essa é a análise do gerente de renda variável da corretora Concórdia, Romeu Vidali. “O mercado está sem força e o volume de negócios tem sido pequeno, mas não vislumbro perdas acentuadas”, diz.

Em Nova York, os sinais negativos se repetem. Dow Jones perde 0,40% e S&P 500 tem queda de 0,30%. Já Nasdaq, índice que serve de termômetro para o setor de tecnologia, opera praticamente estável, em leve alta de 0,02%. Mais cedo, as bolsas da Europa fecharam  em queda, com destaque para Frankfurt, que recuou 1,22%.

O dia foi marcado por um conjunto de notícias negativas na Europa e nos Estados Unidos. “Até que o movimento das bolsas não foi tão traumático, considerando o noticiário”, ressalta Vidali.

Pela manhã, a Comissão Europeia divulgou que seu índice sobre a confiança dos consumidores da zona do euro caiu para -20,4 em novembro, de -19,9 em outubro.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu à taxa anualizada de 2,0% no terceiro trimestre na comparação com o trimestre anterior. A leitura foi inferior à preliminar, de expansão de 2,5%, e também ficou abaixo da estimativa dos analistas ouvidos pela Dow Jones, de 2,3%.

As dívidas soberanas dos países europeus também permaneceram no radar dos investidores. O custo do seguro da dívida da França contra calote bateu novo recorde hoje. Já a Espanha teve de oferecer juro superior a 5% para vender seus papéis no mercado. No leilão anterior, os bônus haviam sido ofertados com taxas entre 2% e 3%.

(Com Agência Estado)

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