Bovespa fecha em leve baixa com pressão da Vale

Bianca Pinto Lima

19 de outubro de 2011 | 18h28

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oscilou entre os terrenos positivo e negativo nesta quarta-feira, mas sem força para grandes movimentos em nenhum dos lados. No fechamento, o Ibovespa cedeu 0,12%, aos 54.966 pontos, pressionado pela queda nas ações da Vale e seguindo os mercados em Nova York. O índice recuou 0,99% na mínima do dia, enquanto ganhou 0,38% na máxima. Em outubro, acumula alta de 5,05%, mas ainda perde 20,69% em 2011.

O papel PNA da mineradora fechou em queda de 2,86%, enquanto o ON teve recuo de 3,37%. A empresa informou nesta quarta-feira que continua empregando o sistema trimestral de precificação para o minério de ferro, apesar da pressão de seus clientes por mudanças e dos temores em relação a uma desaceleração da China.

Dentre as blue chips, Petrobrás também fechou com perdas. A ação PN caiu 1,13% e a ON cedeu 0,80%.

Os principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam igualmente no vermelho. Dow Jones caiu 0,63%, S&P 500 cedeu 1,26% e Nasdaq, termômetro do setor de tecnologia, encerrou em baixa de 2,01%. As ações da Apple fecharam com perdas de 5,59%, após os resultados trimestrais ficarem abaixo das expectativas.

“Analistas não gostaram do resultado da Apple“, comenta o analista da Cruzeiro do Sul, Jason Vieira. A companhia anunciou lucro de US$ 6,62 bilhões no quarto trimestre fiscal, ou US$ 7,05 por ação, contra o esperado de US$ 7,39 por ação. A receita foi de US$ 28,27 bilhões. Analistas esperavam o resultado de US$ 29,69 bilhões. As vendas de iPhones ficaram abaixo do número do trimestre anterior.

Mais cedo, as bolsas europeias fecharam com altas modestas com os investidores otimistas com a possibilidade de que autoridades da União Europeia possam chegar a um acordo para resolver a crise da dívida da região.

O mercado de câmbio doméstico manteve-se volátil, mas operou hoje na direção contrária à da véspera. O dólar abriu em queda ante o real e, no fim da manhã, virou o sinal para alta, que se renovou várias vezes durante a tarde. Com valorização final de 0,74%, o dólar à vista retomou o patamar de R$ 1,77 e fechou cotado a R$ 1,7740 no balcão.

Os investidores agora esperam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), nesta noite, sobre a nova taxa básica de juros (Selic), atualmente em 12% ao ano. O mercado prevê uma redução de 0,5 ponto porcentual.

(Com Agência Estado e Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: