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Bovespa fecha em queda de 3,01% e atinge menor nível desde agosto de 2011

Claudia Violante

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Por Redação
Atualização:

A Bovespa engatou hoje seu terceiro pregão consecutivo de queda, no qual atropelou o patamar de 50 mil pontos e situou-se no menor nível desde agosto de 2011. O mau humor externo foi o gatilho para as ordens de vendas, mas, depois que o Ibovespa perdeu o patamar de 51,2 mil pontos, o movimento de "stop loss" empurrou o índice até a sua mínima.

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No "stop loss", o investidor fixa o preço de venda de uma ação, enviando uma ordem à corretora. Caso o preço do papel caia, a ordem é disparada e as ações são vendidas pelo valor determinado. O objetivo é proteger lucros já realizados ou determinar um prejuízo máximo que o investidor aceita ter.

O Ibovespa fechou em baixa de 3,01%, aos 49.769 pontos, menor nível desde 8 de agosto de 2011 (48.668,29 pontos). Na mínima, registrou 49.709 pontos (-3,13%) e, na máxima, 51.314 pontos (estável). No mês, acumula perdas de 6,98% e, no ano, de 18,35%. Nestas três sessões em queda recuou 5,89%. O giro financeiro totalizou R$ 8,315 bilhões, o maior do mês.

OGX foi a principal queda do Ibovespa, com -9,30%, pressionada por notícias de que seu acionista controlador, Eike Batista, vendeu durante o mês de maio um total de 70.482.400 ações da empresa, representando 2,2% de sua posição, que caiu de 61,09% para 58,92%. Petrobrás ON caiu 2,93% e PN, 1,85%. Vale ON, -2,46% e PNA, -2,87%.

Profissionais consultados concordaram que o patamar atual colocou a Bovespa numa condição de 'sobrevendida', o que significa dizer que os preços estão atrativos e poderiam atrair compras. Mas isso não aconteceu, segundo eles, em parte em razão do vencimento de amanhã, de Ibovespa futuro e opções sobre o Ibovespa.

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Porém, se o exercício não deixou a Bolsa melhorar, foram as ordens de "stop loss" que a mantiveram no vermelho durante todo o dia. Pouca coisa mudou de ontem para hoje, mas a aversão ao risco foi global, depois que o Banco do Japão manteve inalterada sua política monetária, o que reforçou a percepção de que os bancos centrais ao redor do mundo estão se preparando para interromper a injeção de liquidez que vinham realizando desde o início da crise financeira.

A cautela dos investidores antes da reunião do BC dos EUA na próxima semana também colaborou para provocar forte queda nas bolsas, assim como o início do debate na corte constitucional da Alemanha sobre o programa de compra de bônus do Banco Central Europeu (BCE).

As bolsas europeias fecharam com perdas, assim como as norte-americanas. O Dow Jones caiu 0,76%, aos 15.122,02 pontos, o S&P recuou 1,02%, aos 1.626,13 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,06%, aos 3.436,95 pontos.

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