Bovespa fecha na mínima, com queda de 1,47%, e passa a acumular perdas em dezembro

Bianca Pinto Lima

14 de dezembro de 2011 | 18h31

Claudia Violante, da Agência Estado

Apesar do vencimento de índice futuro e opções sobre índice, a volatilidade do Ibovespa no período vespertino foi menor do que o esperado. A Bolsa paulista trabalhou ”colada” ao comportamento de Wall Street, mas no fechamento aprofundou as perdas e deixou o patamar de 57 mil pontos, no qual se segurou em grande parte da sessão.

A Bolsa doméstica encerrou o dia com queda de 1,47%, aos 56.646,87 pontos, na mínima pontuação do dia. Na máxima, ficou estável, aos 57.495 pontos. Com o resultado de hoje, passou a acumular no mês, pela primeira vez em dezembro, queda, de 0,40%. No ano, a perda acumulada é de 18,26%.

Na avaliação de Luís Gustavo Pereira, da equipe de análise da Um Investimentos, o vencimento acabou ficando em segundo plano e o Ibovespa ”preferiu” seguir Nova York.

Com a queda das commodities metálicas e do petróleo no exterior, além do exercício hoje e de opções sobre ações na segunda-feira, as blue chips terminaram em queda e ajudaram a segurar a Bolsa no vermelho. Petrobrás ON recuou 3,32%, Petrobrás PN perdeu 2,68%, Vale ON fechou com -1,58% e Vale PNA, com -1,45%.

No sentido oposto, as ações PN da companhia aérea TAM fecharam em alta de 1,79% e ficaram entre as maiores altas do Ibovespa hoje. Os papéis reagiram à aprovação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da fusão com a chilena Lan. As ações da Lan também subiram após a decisão e encerraram o dia com valorização de 0,75% no mercado chileno. Já o índice IPSA, da Bolsa de Santiago, recuou 1,14%.

Mais cedo, as bolsas tinham perdas mais acentuadas, influenciadas pela situação europeia. Lá, as ações tiveram recuo maior, depois que o Tesouro da Itália vendeu bônus de cinco anos com o maior yield desde a implementação do euro para vencimentos de cinco anos e após a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, reiterar sua rejeição à implementação de bônus comuns da zona do euro.

Em um pronunciamento ao Parlamento alemão, a chanceler fez um alerta contra as expectativas de uma rápida solução para os problemas na Europa e disse que a superação da crise pode demorar anos. Merkel também disse que o caminho em direção a uma união fiscal na região é irrevogável.

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 (Com informações do Economia & Negócios)

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