Bovespa ganha fôlego com NY e fecha em alta de 2,08%

Bianca Pinto Lima

18 de outubro de 2011 | 18h30

Após abrir em queda, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inverteu o sinal no início da tarde e ganhou fôlego nos minutos finais do pregão, seguindo o otimismo em Nova York. O Ibovespa encerrou com ganho de 2,08% e recuperou o patamar dos 55 mil pontos. Na mínima do dia, o índice chegou a recuar 1,34%. Com o resultado desta terça, a bolsa paulista acumula alta de 5,18% em outubro, mas ainda perde 20,59% no ano.

Uma notícia veiculada pelo site do jornal britânico The Guardian ajudou a mudar o humor dos investidores. A publicação afirma que França e Alemanha concordaram em ampliar o fundo de resgate europeu para 2 trilhões de euros, o que desencadeou uma forte alta das ações em Nova York.

No fechamento, Dow Jones ganhou 1,58%, S&P 500 subiu 2,04% e Nasdaq, termômetro do setor de tecnologia, teve alta de 1,63%.

“A notícia da possível ampliação do fundo europeu trouxe um alento”, diz o gerente de renda variável da corretora Concórdia, Romeu Vidali. “A Bovespa voltou a ficar colada em Nova York e acompanhou a alta”, destaca.

Segundo ele, a principal notícia que puxou as bolsas para baixo durante a manhã foi a ameaça de rebaixamento da França pela agência Moody’s. E a esse cenário se somou o menor crescimento da economia chinesa, levando volatilidade aos mercados.

No câmbio, o dólar fechou em queda de 0,17%, cotado a R$ 1,7610. Durante a manhã, a moeda chegou a subir até R$ 1,7860 (+1,25%), depois desacelerou e caiu no início da tarde até a mínima de R$ 1,7590 (-0,79%).

Outra notícia de destaque nesta terça foi a criação de uma legislação europeia que restringe as possibilidades de venda de ações e bônus soberanos a descoberto, ou seja, sem possuir garantias de que conseguirá concluir a operação. As novas regras também impõem limites ao uso dos swaps de default de crédito (CDS), derivativos utilizados como seguro contra uma eventual moratória de determinado país ou empresa. O objetivo é reduzir as operações especulativas no mercado.

Mais cedo, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) rebaixou as notas de crédito de 23 bancos da Itália, mas não houve grande impacto nas praças financeiras. “Qualquer notícia negativa que venha agora de Itália, Espanha, Portugal e Grécia já não é mais novidade e, portanto, já está no preço. Para piorar o cenário, só se viesse um noticiário ruim de França ou Alemanha”, diz Vidali.

(Com Agência Estado)

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