Bovespa oscila e não consegue acompanhar alta de Nova York e Europa

Bianca Pinto Lima

25 de novembro de 2011 | 14h45

Após abrir em baixa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ensaiou uma recuperação nesta tarde, seguindo a melhora nas praças financeiras dos Estados Unidos e da Europa, que agora operam com ganhos. A alta no mercado doméstico, no entanto, não se sustentou por muito tempo e logo o Ibovespa voltou a registrar perdas.

As bolsas internacionais inverteram o movimento de queda após os comentários do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, de que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, não é contra os eurobônus, mas a questão é o momento.

A declaração ajudou a equilibrar o noticiário negativo. Mais cedo, a Itália pagou yields (retornos ao investidor) altos em um leilão de dívida, refletindo a desconfiança dos investidores em relação à economia do país. Apesar disso, a reação negativa ao resultado da venda foi limitada, uma vez que os papéis atraíram demanda forte e o governo italiano conseguiu vender o volume pretendido.

Às 14h36, o Ibovespa recuava 0,35%, aos 55.084 pontos. Na máxima do dia, o índice da bolsa paulista chegou a subir 0,60%. No mercado de câmbio, o dólar operava estável, cotado a R$ 1,888.

Em Nova York, os principais índices de ações têm valorização. Dow Jones sobe 0,48%, S&P 500 tem alta de 0,51% e Nasdaq ganha 0,10%.

As bolsas da Europa também inverteram o movimento e fecharam em alta. Londres subiu 0,72%, Madri teve valorização de 0,54%, Frankfurt ganhou 1,19% e Paris registrou alta de 1,23%.

(Com Regina Cardeal, da Agência Estado)

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