Bovespa segue exterior, recua 2,68% e volta ao patamar dos 56 mil pontos

Bianca Pinto Lima

17 de novembro de 2011 | 18h40

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguiu o movimento das praças financeiras internacionais e encerrou o pregão em baixa de 2,68%, aos 56.988 pontos. Com a queda desta quinta-feira, o Ibovespa acumula recuo de 2,31% em novembro e de 17,77% em 2011.

Entre as ações com maior peso no índice da bolsa paulista, Petrobrás PN perdeu 2,67% e ON recuou 2,90%, enquanto Vale PNA teve queda de 2,20% e ON caiu 2,70%.  O contrato futuro do petróleo para dezembro desvalorizou-se 3,67% em Nova York e fechou a US$ 98,82 o barril.

Um conjunto de notícias negativas levou a perdas generalizadas nas bolsas do mundo nesta quinta-feira. Os principais índices de ações dos Estados Unidos também fecharam o dia em baixa. Dow Jones perdeu 1,13%, S&P 500 teve queda de 1,68% e Nasdaq, termômetro do setor de tecnologia, recuava 1,96%. Mais cedo, as bolsas da Europa fecharam igualmente com desvalorizações.

No Brasil, dados do Banco Central mostraram que a economia do País encolheu pela primeira vez desde a crise de 2009. O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, registrou no terceiro trimestre de 2011 uma contração de 0,32% na comparação com o segundo trimestre do ano.

“O resultado do IBC-Br ja era esperado pelo mercado, mas deixa claro aos investidores que a atividade do País está desacelerando e não apenas se acomodando”, destaca André Perfeito, da Gradual Investimentos.

Próximo ao fechamento do pregão, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou o rating soberano (nota) do Brasil de BBB- para BBB, com perspectiva estável. A S&P destacou o compromisso do País com as metas fiscais e reforçou as perspectivas de crescimento no longo prazo. Mesmo assim, a notícia não foi suficiente para mudar a direção do mercado doméstico.

Já na Europa, após a tensão com os bônus da Itália, agora são os títulos da Espanha que preocupam o mercado. Os papéis do Tesouro espanhol foram vendidos com o maior yield (retorno exigido pelo investidor) já pago pelo país desde o início do euro, em 1999.

“O problema da Espanha não é tanto o tamanho da dívida e sim a relação dívida/PIB. As medidas de ajuste fiscal podem fazer com que o PIB diminua mais rapidamente que a dívida. É uma equação complicada”, alerta Perfeito.

A França, segunda maior economia da Europa e quinta maior do mundo, também tem sido cada vez menos vista como um porto seguro. Nesta quinta, o país teve igualmente de oferecer aos investidores o maior prêmio desde 1999 para conseguir captar dinheiro no mercado.

A Alemanha também não passou ilesa. A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou os ratings da dívida de dez bancos públicos do país.

Texto atualizado às 20h18

(Com Agência Estado)

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