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Bovespa sobe 11,5% em outubro, melhor mês desde maio de 2009

Bianca Pinto Lima

31 de outubro de 2011 | 18h39

Após recuar mais de 7% em setembro, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuperou-se em outubro e fechou o mês com valorização de 11,49%. Trata-se da maior alta mensal de 2011 e do melhor desempenho desde maio de 2009. No ano, contudo, o Ibovespa ainda perde 15,82%.

Hoje, o índice recuou 1,97%, aos 58.338 pontos, seguindo as quedas nos mercados internacionais e a realização de lucros em função das altas da semana passada. No mercado de câmbio, o dólar fechou outubro com queda acumulada de 9,89%, cotado a R$ 1,694.

“Viemos de um cenário muito negativo, com a Bovespa na faixa dos 50 mil pontos no início de outubro. Ao longo do mês, acertos com a Grécia, reuniões entre Sarkozy e Merkel, compras de bônus e finalmente o acordo de resgate da Europa melhoraram o quadro internacional”, explica Luiz Roberto Monteiro, da corretora Renascença.

Apesar da influência predominante do setor externo, Monteiro afirma que o preço das ações listadas na Bovespa ficou muito barato e que a recuperação em outubro era natural.

Nesta segunda, a notícia de que o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, defendeu a realização de um referendo sobre a nova ajuda financeira ao país ajudou a intensificar as perdas nas praças financeiras no final do dia. “Se o povo grego não quiser, ela simplesmente não será implementada”, assegurou o chefe de governo, surpreendendo até mesmo os deputados a quem falava.

As declarações de Papandreou vêm à tona apenas alguns dias depois de líderes europeus reunidos em Bruxelas terem anunciado uma série de decisões para fazer frente à crise da dívida da zona do euro. Os detalhes desse plano, no entanto, ainda são fonte de dúvidas e investidores já começam a temer o contágio de outros países, principalmente a Itália.

O Japão também adicionou mais uma preocupação, ao intervir no mercado de câmbio para conter a alta do iene, provocando a valorização do dólar e pressionando as commodities. As ações da siderúrgica Vale, que têm forte peso no Ibovespa, fecharam em queda acentuada e ajudaram a puxar o índice para baixo. Vale PNA recuou 2,52% e ON perdeu 2,63%. Já Petrobrás PN caiu 1,62% e ON cedeu 1,50%.

Também pesou nos negócios o pedido de concordata da corretora norte-americana MF Global, que tem forte exposição à dívida soberana europeia. As bolsas de Nova York fecharam a segunda-feira em queda. Dow Jones perdeu 2,26%, S&P 500 caiu 2,47% e Nasdaq, termômetro do setor de tecnologia, recuou 1,93%.

Mais cedo, as bolsas de valores da Europa encerraram com perdas. O índice FTSEurofirst 300 fechou em queda de 1,82%, aos 999 pontos. No mês, houve alta de 8,3%, a primeira elevação mensal desde abril e a maior desde julho de 2009.

(Com Agência Estado)

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