Bovespa tem o quarto pregão seguido de queda e já acumula perda de 20% no ano

Bianca Pinto Lima

19 de dezembro de 2011 | 18h43

Claudia Violante, da Agência Estado

Hoje pode ter sido o último pregão ‘animado’ na Bovespa em 2011.  O exercício de opções sobre ações engordou o giro financeiro no mercado acionário doméstico, na contramão do que já foi visto no exterior. Mas é o ritmo lento lá de fora que deve ser a regra nas próximas duas semanas. Neste pregão, declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, fizeram as bolsas da região mudarem de sinal e a Bovespa, a acompanhar e cair, pisando nos 55 mil pontos pela primeira vez em dezembro.

O Ibovespa terminou o dia com perda de 1,42%, aos 55.298,33 pontos, na mínima pontuação do dia e no menor nível desde 25 de novembro (54.894,49 pontos). Na máxima do dia, o índice registrou 56.376 pontos (+0,50%). Foi a quarta sessão seguida no vermelho, período em que caiu 3,82%. No mês, acumula perda de 2,77% e, no ano, de 20,21%.

As ações da Petrobrás recuaram 0,44% na ON e 0,85% na PN. Vale ON fechou em baixa de 1,56% e a PNA, de 1,76%.

A instabilidade na Ásia por conta da morte do ditador norte-coreano Kim Jong-il também afetou o desempenho das bolsas. “Há um temor de que o sucessor, seu filho (Kim Jong-un), adote uma linha mais dura para mostrar poder ao Japão e à Coreia do Sul, fazendo testes nucleares, por exemplo”, explica o operador da Renascença, Luiz Roberto Monteiro.

A expectativa dos agentes é de que nas próximas duas semanas o ritmo seja fraco no mercado, já que muitos investidores já estão em recesso ou vão esperar o ano virar para realocar seus recursos. A expectativa é de que um desfecho para a crise europeia não virá agora, então é melhor esperar.

Sobre o bloco, hoje os 27 ministros de Finanças da União Europeia se reuniram para decidir sobre um empréstimo ao FMI. A expectativa era sobre um montante de 200 bilhões de euros, mas o resultado foi um pouco menor, de 150 bilhões de euros, embora o Reino Unido ainda não tenha dito qual será sua contribuição. Isso só deve ocorrer no início do próximo ano.

Antes do resultado do encontro, o mercado se deixou abalar por declarações do presidente do BCE, Mario Draghi, que afirmou que apenas a austeridade fiscal não é suficiente e de que é preciso mais para sanar os problemas na zona do euro. Ele disse também que a compra de títulos soberanos no mercado secundário pelo BCE não é eterna nem infinita e também não pode ser empregada com mais intensidade.

(Com Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios)

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