Bovespa vira e opera em queda e dólar volta a subir, cotado a R$ 1,88

Bianca Pinto Lima

24 de novembro de 2011 | 13h47

Após abrir em leve alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa)não teve força para sustentar o movimento de valorização e passou a operar em queda nesta tarde. Às 13h38, o Ibovespa caía 0,51%, aos 54.692 pontos. No mercado de câmbio, o dólar também inverteu o movimento da abertura e voltou a registrar valorização. No mesmo horário, o moeda subia 1,07%, cotada a R$ 1,8830.

Na Europa, as principais praças financeiras também exibiram uma recuperação na abertura, mas voltaram a registrar perdas diante do noticiário negativo. Londres recua 0,49%, Madri perde 0,37%, Frankfurt tem queda de 0,56% e Paris cai 0,18%. As bolsas de Nova York estão fechadas nesta quinta-feira devido ao feriado de Ação de Graças.

Nesta manhã, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou os ratings (nota de confiança) de longo prazo em moeda local e estrangeira de Portugal para BB+, de BBB-. O rating de curto prazo foi rebaixado para B, de F3. Segundo o comunicado, os grandes desequilíbrios fiscais de Portugal, o alto endividamento em todos os setores e a perspectiva macroeconômica adversa significam que o perfil de crédito soberano não é mais condizente com o rating na faixa de grau de investimento.

Os líderes das três maiores economias da zona do euro prometeram hoje apresentar um pacote de mudanças no tratado da União Europeia antes do dia 9 de dezembro, quando ocorre uma reunião de cúpula do bloco. As mudanças visam integrar as políticas econômicas e abrir caminho para sanções mais duras contra aqueles que descumprem as regras do bloco.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse após um almoço com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o novo primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, que a Europa precisa reconquistar a confiança dos mercados financeiros e dos seus cidadãos.

As divergência em relação à introdução de um bônus comum da zona do euro (eurobônus) ficou clara. Monti disse que eles seriam viáveis com uma união fiscal. Já Merkel alegou que não vê razão para a criação desses títulos e que eles enfraqueceriam todos os membros do bloco.

(Com Agência Estado)

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