Bovespa vira e passa a subir após abertura de queda

Estadão

30 de julho de 2012 | 10h36

Olivia Bulla, da Agência Estado

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera instável nesta segunda-feira. Após uma abertura de queda, o Ibovespa passpu a subir. Às 10h35, a alta era de 0,21%, a 56.670 pontos.

Para o economista e sócio da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira, essa semana pode ser classificada como “ou vai ou racha” quanto a uma definição (ou não) para a crise europeia. Para ele, as importantes reuniões de líderes econômicos e autoridades monetárias que acontecem entre hoje e quinta-feira criam um “ambiente ideal para que as coisas aconteçam”.

Bandeira se refere ao encontro do ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, e do secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, nesta segunda-feira, e, principalmente às reuniões do Federal Reserve e do Banco Central Europeu (BCE), que terminam na quarta-feira e quinta-feira, respectivamente, quando se espera que sejam anunciadas medidas adicionais de afrouxamento monetário.

“O Fed está pronto para fazer algo, mas não adianta fazer nada sozinho”, avalia o economista. Dessa forma, ele acredita que as decisões dos BCs norte-americano e europeu devem ser coordenadas. “Ações pontuais não resolvem muito e têm efeito efêmero”, completa.

Caso algo concreto seja mesmo anunciado nesta semana, a Bolsa pode, enfim, sair da atual zona de indefinição e retornar à trajetória de alta, já acima dos 57 mil pontos. “Se passar desse nível, o Ibovespa fica livre para buscar os 60 mil pontos no curto prazo”, avalia Bandeira, da Órama. Do contrário, os mercados financeiros globais devem passar por um intenso ajuste negativo.

Até lá, portanto, os negócios com risco devem manter a volatilidade elevada, diante da ausência de mudanças expressivas no cenário global e de indicadores econômicos ainda enfraquecidos. Há pouco, nos EUA foi anunciado que o índice de atividade industrial do Meio-Oeste subiu 1,1% em junho ante maio.

Logo mais, às 11h30, sai o índice de atividade industrial na região de Dallas. No horário acima, o futuro do S&P 500 ampliava a queda para -0,25%, após o dado, diante de certa cautela também com o Fed.

Por aqui, a temporada de balanços entra em sua terceira semana e tem como ponto alto a sexta-feira, quando sai o resultado financeiro da Petrobras. A expectativa é de que a gigante do petróleo traga números decepcionantes, assim como aconteceu com Vale na semana passada, até porque o efeito dos recentes reajustes promovidos nos preços dos combustíveis deve se refletir apenas nos números deste trimestre. Já nesta segunda-feira os destaques ficam para os balanços de Usiminas e TIM, após o fechamento do pregão.

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