Bovespa fecha o ano em queda 18,11%, o pior resultado em 3 anos

Estadão

29 de dezembro de 2011 | 19h08

Vanessa Stecanella, da Agência Estado

SÃO PAULO –  O último pregão do ano fechou com o Ibovespa em alta de 0,39%, aos 56.754 pontos. Na máxima, registrou 56.945 (+0,73%) e, na mínima, os 56.313 pontos (-0,39%). O giro financeiro totalizou R$ 5,194 bilhões No exterior, onde as bolsas abrem amanhã, o desempenho do mercado acionário foi positivo.

Apesar do resultado de hoje, a Bolsa chega ao final de dezembro em baixa de 0,21%. No ano, recuou 18,11%. É o pior desempenho desde 2008, quando estourou a crise nos Estados Unidos e o índice perdeu 41,22%.  

Investidores aproveitaram o último leilão do ano para ajustar suas carteiras, levando a Bovespa para o terreno positivo, mas distante do desempenho das principais bolsas internacionais. A maior parte dos poucos agentes presente na reta final do pregão aproveitou a última meia hora para acertar posições, o que acabou impulsionando a alta do Ibovespa, que seguiu quase toda a tarde na contramão do mercado externo depois de ensaiar altas tímidas durante a amanhã.

Na Europa, apesar do volume também fraco em razão das comemorações e feriados relacionados ao encerramento do ano, as bolsas fecharam em alta, impulsionadas pelo resultado do leilão de títulos soberanos da Itália e por indicadores econômicos dos EUA, considerados positivos. A bolsa de Paris encerrou o penúltimo pregão em alta de 1,84%, Londres subiu 1,08% e Frankfurt registrou alta de 1,35%. “A maioria das bolsas europeias sobem impulsionadas por ganhos nos setores de mineração e telecomunicações, dado que o foco voltou-se para o leilão da dívida de longo prazo italiano”, destacou a equipe da Votorantim Corretora, em relatório. Nos Estados Unidos, os principais índices do mercado de ações operam em alta impulsionados por dados positivos sobre a economia norte-americana. Por volta das 18h30 (de Brasília), o Dow Jones subia 1,02%, o Nasdaq avançava 0,87%, e o S&P 500 tinha alta de 0,95%%.

 

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