Colada no exterior, Bovespa cai e volta para os 55 mil pontos

Estadão

21 de junho de 2012 | 17h53

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado

SÃO PAULO – Se a Petrobrás tem ajudado a sustentar o Ibovespa nos últimos dias, hoje a companhia teve o papel oposto, ao cair quase 4% e levar o principal índice da Bolsa a aprofundar as perdas, com investidores se desfazendo de seus papéis. Após as altas vistas no início da semana, hoje o pregão foi de correção de preços. O Ibovespa permaneceu no negativo praticamente durante todo o dia, influenciado pelo aumento das preocupações com o cenário internacional. Indicadores preocupantes divulgados na China, na Europa e nos Estados Unidos fizeram os mercados lá fora fecharem no vermelho de maneira generalizada.

A Bovespa encerrou o pregão de hoje na mínima, em queda de 2,91%, aos 55.505,17 pontos. Na máxima, o Ibovespa chegou a subir apenas 0,09%, aos 57.218 pontos. No mês, o índice acumula ganho de 1,86%, mas, no ano, voltou a registrar perda, de 2,20%. O giro financeiro totalizou R$ 7,132 bilhões. Os dados são preliminares.

Acompanhando os preços do petróleo nos mercados internacionais, as ações ON da Petrobrás caíram 3,57%, e as PN, 3,17%. Na Nymex, os contratos futuros com entrega para agosto recuaram 3,99%, a US$ 78,20 o barril – o maior declínio em termos porcentuais desde dezembro do ano passado.

As especulações de um reajuste de preços da Petrobrás, que têm levado as ações da petroleira a se valorizarem nesta semana, perdem sentido com o preço do petróleo caindo tão fortemente, em reação à sinalização de enfraquecimento da demanda global. “O mercado está se perguntando se a queda do preço do petróleo lá fora não neutralizaria o eventual reajuste de preços da gasolina”, explica o gerente da mesa de renda variável da H.Commcor, Ari Santos. Restou aos investidores se desfazerem dos papéis e embolsarem os lucros provenientes das altas registradas nos últimos dias.

Números fracos da atividade manufatureira chinesa divulgados nesta quinta-feira afetaram em cheio as ações das empresas brasileiras exportadoras de matérias-primas, como a Vale, que viu suas ações ON recuarem 2,76%, e as PNA, caírem 2,51%. As metalúrgicas também sofreram: Gerdau (-3,60%), Metalúrgica Gerdau (-4,45%), Usiminas (-5,26%) e CSN (-3,16%).

Nos Estados Unidos, o Dow Jones fechou em queda de 1,96%, o S&P registrou perda de 2,23% e o Nasdaq recuou 2,44%.

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