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Coreia interveio no câmbio, diz ministro

Yolanda Fordelone

20 de outubro de 2011 | 07h34

O ministro de Finanças da Coreia do Sul, Bahk Jae-wan, reiterou que o governo vai agir para conter a excessiva volatilidade do câmbio quando necessário, e admitiu que as autoridades locais intervieram no mercado recentemente, quando o dólar ficou acima de 1.200 wons. Falando ao parlamento, Bahk disse que o governo permanece comprometido em deixar que a dinâmica do mercado e os fundamentos econômicos determinem o valor da moeda sul-coreana, para a qual não foi estabelecida nenhuma linha rígida de defesa.

“Quando a taxa de câmbio se move em dezenas de wons em um único dia, em qualquer direção, o governo está intervindo no menor grau possível”, afirmou o ministro. “Mais ou menos há 25 dias, quando a taxa de câmbio ficou acima de 1.200 wons (por dólar), nós interviemos e isso é visto como tendo ajudado a acalmar o sentimento do mercado.” Por volta de 1h12 (de Brasília) desta quinta-feira, a cotação estava em 1.138 wons por dólar.

Os “traders” do mercado suspeitam que as autoridades locais intervieram várias vezes no câmbio para elevar a cotação do won. As autoridades sul-coreanas também tem chamado a atenção para os fortes fundamentos econômicos do país e tomado medidas de política monetária para estabilizar as agressivas flutuações do won e dos mercados financeiros.

Bahk afirmou ainda que a Coreia não discutiu a possibilidade de um novo acordo de swap cambial com os EUA, observando que os US$ 120 bilhões compromissados por vários países asiáticos por meio da iniciativa de swap cambial Chiang Mai seria uma resposta regional adequada para a crise financeira.

Indagado sobre a chamada taxa Tobin, que está em discussão pelas autoridades europeias como um imposto sobre as transações financeiras, Bahk disse que concorda em princípio com o objetivo dessa taxação para reduzir os efeitos danosos dos rápidos fluxos de capital. Ele afirmou, porém, que a adoção unilateral da taxa colocaria os mercados financeiros sul-coreanos em desvantagem comparativa e disse que não há um consenso global sobre a adoção da taxa. As informações são da Dow Jones.

(Hélio Barboza, da Agência Estado)

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