Custo do seguro da dívida da França, Bélgica e Espanha bate recorde

Estadão

22 de novembro de 2011 | 13h32

O custo para assegurar bônus corporativos e soberanos contra um eventual default atingiu níveis recorde nesta terça-feira, revertendo a queda do início do dia. O mercado voltou a ser pressionado pelo falta de um acordo do supercomitê para redução do déficit dos EUA e pela continuidade da crise da zona do euro.

O custo do seguro da dívida da França, Bélgica e Espanha atingiu patamares recorde. O spread dos contratos de cinco anos de Credit Default Swap (CDS) da Bélgica subiu 14 pontos-base para 350 pontos-base, segundo a fornecedora de dados Markit. Isso supera o recorde em fechamento de 334 pontos-base atingido em 15 de novembro e vem na esteira da disparada do yield dos bônus de 10 anos da Bélgica depois que Elio di Rupo, o socialista que lidera as negociações para formar um governo, apresentou ontem sua renúncia ao rei.

O CDS de cinco anos da França subiu três pontos-base para o 237 pontos-base, passando o recorde em fechamento de ontem, e o CDS da Alemanha superou 100 pontos-base pela primeira vez desde o início de outubro. Estava em alta de quatro pontos-base, em 102 pontos-base.

O spread do CDS da Espanha avançou 15 pontos-base para 484 pontos-base, também acima do recorde de 476 pontos-base batido em 15 de novembro.

A elevação dos custos de empréstimos pressiona a Espanha, que teve de pagar os mais altos yields da era do euro para vender títulos de curto prazo do Tesouro em leilão nesta terça-feira, mesmo depois da eleição de um novo governo no fim de semana. As informações são da Dow Jones.

(Regina Cardeal, da Agência Estado)

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