Dados negativos na Europa e EUA derrubam Bovespa na abertura

Yolanda Fordelone

30 de setembro de 2011 | 10h08

Após alguns pregões de alta nas bolsas ao redor do mundo, investidores aproveitam o fim da semana para embolsar os lucros. Alguns dados na Europa motivam a baixa: a inflação acima do esperado e a forte queda das vendas no varejo na Europa. Nos EUA, o recuo da renda pessoal, a primeira desde 2009, pesa nos mercados.

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu a sexta-feira seguindo Europa, em queda de 0,87%, a 52.920 pontos. “Em paralelo às dúvidas sobre a Grécia que persistem, há dados negativos que causam a realização. Mas em geral acredito que a expectativa dos investidores para a solução da crise está positiva”, diz o economista da corretora Gradual, André Perfeito.

A inflação na zona do euro subiu 3% em setembro. Especialistas acreditavam que o índice de preços ficaria igual ao número registrado em agosto, de 2,5%. A divulgação mexe com os mercados porque na semana que vem há uma reunião do Banco Central Europeu (BCE) para decidir a nova taxa de juros básica da região. Analistas esperavam queda do juro, movimento que agora passou a ser questionado. “Particularmente ainda acredito no corte porque acho que os líderes vão dar prioridade ao crescimento em prol da inflação”, afirma.

Na Alemanha, as vendas no varejo mostraram desaceleração. Caíram 2,9% em agosto, ante a expectativa de declínio de 0,1%.

Nos EUA, a renda pessoal da população caiu 0,1% em agosto, pela primeira vez em quase dois anos. A expectativa era de alta de 0,1%. Com o resultado, a taxa de poupança cedeu para 4,5% em agosto, o menor nível desde dezembro de 2009.

No horário, as bolsas da Europa recuavam. Londres tinha queda de 1,71%, Paris, 2,38%, Madri, 1,34%, e Frankfurt, 3,16%.

O dólar registrava alta. No horário, a moeda americana subia 0,11%, cotada a R$ 1,854.

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