Depois de início volátil, dólar registra ganhos consistentes e chega a R$ 2,24

Estadão

26 de setembro de 2013 | 15h29

 

SÃO PAULO – Depois de oscilar entre os campos positivo e negativo no início da sessão, o dólar à vista negociado no balcão registra ganhos consistentes nesta tarde, tendo renovado as cotações máximas da sessão há pouco.

Na máxima do dia até agora, a moeda americana foi negociada em alta de 0,94%, a R$ 2,2480. Por volta de 15h26, registrava alta de 0,81%.

O movimento, conforme profissional ouvido pelo Broadcast, está ligado ao avanço da moeda americana no exterior, mas também a fatores internos. Segundo ele, investidores que, anteriormente, reduziram posições compradas em função da fraqueza do dólar – que na terça-feira chegou a fechar abaixo dos R$ 2,20 – agora também podem estar recompondo posições, em meio a sinais de que a economia americana está em recuperação e de que a retirada dos estímulos do Federal Reserve pode começar.

Além disso, a proximidade da formação da Ptax que servirá para liquidação dos derivativos cambiais no início de outubro acirra a pressão dos investidores que estão comprados (apostando na alta) na moeda americana.

Leilão diário

Um dia depois de não conseguir vender, pela primeira vez, o lote integral de papéis ofertados, o Banco Central (BC) comercializou nesta manhã os 10 mil contratos de swap cambial com vencimento em 3 de fevereiro de 2014, que colocou novamente à disposição do mercado. O swap cambial é uma operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro e na operação de hoje somou US$ 497,7 milhões.

A taxa nominal ficou em 1,3187% e a linear, em 1,287%. O PU mínimo foi de 99,541000. Pelo segundo dia consecutivo, não houve taxa de corte. Os contratos negociados pelo BC terão como data de emissão e liquidação o dia 27 de setembro de 2013.

Esta operação faz parte do programa de leilões diários no mercado cambial anunciado no dia 22 de agosto e que conta com operações de swap de segunda a quinta-feira, no valor de US$ 500 milhões cada, além de leilão de linha às sextas, de US$ 1 bilhão. Por semana, são oferecidos US$ 3 bilhões ao mercado e, até o final do ano, o BC espera ofertar cerca de US$ 100 bilhões por meio desses leilões.

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