Dólar reverte alta e cai mais de 1% nesta tarde

Estadão

15 de julho de 2013 | 09h25

Atualizado às 13h31

Após iniciar em alta o pregão desta segunda-feira, 15, o dólar reverteu a tendência e cai mais de 1% no início desta tarde. Às 13h27, a cotação da moeda americana atingia a mínima do dia, em R$ 2,2390.

Às 9h19, o dólar à vista no balcão abria em alta de 0,18%, a R$ 2,2710. O dólar futuro para agosto estava estável a R$ 2,277. Na sexta-feira, a moeda americana negociada à vista no balcão fechou em alta de 0,40%, cotada a R$ 2,2670, acumulando alta de 10,86% no ano.

O dólar subia ante a maioria das moedas ligadas a commodities, como o dólar australiano (+0,39%); dólar canadense (+0,36%); peso chileno (+0,47%); dólar neozelandês (+0,80%). O euro caí a US$ 1,3011, de US$ 1,3066 no fim da tarde de sexta-feira.

A economia chinesa cresceu 7,5% no segundo trimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado, como esperava o mercado, mas abaixo da expansão de 7,7% registrada no trimestre anterior. As vendas no varejo subiram 13,3% em junho ante junho de 2012, acima da alta de 12,9% verificada em maio. Já a produção industrial teve alta de 8,9% em junho em comparação com mesmo período do ano passado, abaixo do aumento de 9,2% de maio e abaixo das estimativas de alta de 9,1%.

A moeda dos EUA segue fortalecida também pelas declarações dadas pelo presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, na semana passada, que disse que o BC não subirá imediatamente os juros – que estão na faixa de 0% a 0,25% desde dezembro de 2008 – quando a taxa de desemprego cair a 6,5% e sinalizou que também não deve começar a reduzir no curto prazo as compras mensais de US$ 85 bilhões em bônus.

Os investidores estarão atentos esta semana no testemunho que Bernanke dará no Congresso na quarta-feira, que deve mexer com o dólar. Na quinta-feira, o presidente do Fed fala no Comitê Bancário do Senado.

Ainda na agenda da semana está a reunião dos ministros de Finanças e representantes de bancos centrais do G-20, na sexta-feira e sábado, em Moscou.

A medida adotada pelo BC brasileiro na semana passada, que altera o requerimento de capital para exposição de bancos à variação cambial, não deve influenciar no câmbio, avalia Côrrea. “Isso é uma medida para o médio prazo”, afirma.

Em tempo: Na pesquisa Focus, divulgada há pouco, o mercado manteve a projeção de dólar a R$ 2,20 em 2013, mas elevou a estimativa para 2014 de R$ 2,22 para R$ 2,30.

Tudo o que sabemos sobre:

câmbiodólarmercadoreal

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.