Dólar cai a R$ 2,019, sem reagir ao noticiário

Estadão

16 de agosto de 2012 | 18h12

Cristina Canas

SÃO PAULO – O dólar à vista fechou com queda de 0,15%, a R$ 2,019, no balcão. No mercado à vista da BM&F, a perda foi de 0,14% a R$ 2,0184, com 23 negócios. O comportamento do mercado doméstico de moedas contrastou com o ritmo de negócios observado com contratos de juros futuros e com ações, onde o noticiário interno positivo alavancou os volumes e provocou variações significativas nos preços.

“Não há espaço para reações fortes às notícias”, disse um operador. Segundo ele, a apatia do dólar deve-se, antes de mais nada, à firme percepção de que o câmbio vem sendo observado e administrado de perto pelo governo e o Banco Central e está, neste momento, num intervalo de conforto.

Além disso, os volumes negociados estão sendo limitados pelas férias do hemisfério norte, o que já é habitual nesta época do ano, e pelo movimento grevista que atinge várias segmentos do setor público. Isso estaria dificultando o embarque e desembarque de mercadorias,com reflexos nas mesas de operações de câmbio. Mas ninguém sabe avaliar a importância exata dessa influência. “O dólar ficou à
margem do clima de otimismo que se criou hoje com relação à atividade econômica”, afirmou um segundo profissional consultado pela Agência Estado. Segundo ele, foi perceptível o interesse maior dos investidores pelas transações com os contratos de DI, que geraram melhores oportunidades negócios.

Entres os destaques da agenda econômica do dia estiveram os dados do varejo e do emprego formal. Segundo o IBGE, as vendas ao consumidor cresceram 1,5% ante maio pelo conceito restrito e mostraram variação de 6,1% no varejo ampliado (que inclui materiais de construção e veículos). A criação de vagas formais de trabalho somou 142.496 em julho, o que representa alta de 1,37% ante o mesmo mês de 2011.

Às 17h38, o dólar para setembro estava cotado a R$ 2,0245, com queda de 0,25%. A clearing da BM&F registrava volume de transações de US$ 1,6 bilhão.

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