Dólar cai ante o real em dia de feriado nos EUA

Estadão

04 de julho de 2013 | 09h10

Silvana Rocha, da Agência Estado

SÃO PAULO – Após abrir em leve queda, a R$ 2,2650 (-0,18%), o dólar no mercado à vista zerou as perdas e atingiu uma máxima, a R$ 2,270 (+0,04%) por volta das 9h15. Logo em seguida, a moeda norte-americana voltou a cair e atingiu às 9h58 uma mínima, de R$ 2,2580 (-0,48%). A expectativa nas mesas de câmbio é de que, devido ao fechamento dos mercados nos Estados Unidos hoje por causa do feriado pelo Dia da Independência, o volume de negócios com câmbio pode ser reduzido nesta quinta-feira.

No exterior, com a falta de referência dos mercados norte-americanos, as atenções se voltaram para a entrevista do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. Ele disse há pouco que “a nossa política monetária (do BCE) continuará acomodatícia enquanto for preciso”. Também sinalizou que as taxas de juros do BCE devem ficar em níveis atuais ou menores por período prolongado. As bolsas europeias aceleraram os ganhos em meio à perspectiva de continuidade da oferta de dinheiro abundante e barato na zona do euro. Porém, o euro ampliou as perdas em relação ao dólar.

Às 9h55, o euro recuava a US$ 1,2889, de US$ 1,3010 no fim da tarde de ontem. O dólar também recuperou as perdas iniciais em relação à moeda japonesa e passou a exibir leve viés positivo, cotado a 99,98 ienes, de US$ 99,93 ienes na véspera e de uma mínima hoje mais cedo a 99,49 ienes.

Em relação a moedas com forte correlação a commodities, o dólar norte-americano operava com sinais mistos. A moeda dos EUA recuava ligeiramente diante do dólar australiano, da rupia indiana (-0,14%), do peso mexicano (-0,09%) e do dólar neozelandês (-0,31%). Mas subia ante o dólar canadense (+0,42%) e o peso chileno (+0,05%).

Enquanto os investidores aguardam os dados do mercado de trabalho dos EUA que saem amanhã e que podem esclarecer dúvidas sobre a mudança na política monetária dos EUA, o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra (BOE) decidiram hoje manter as suas taxas de juros básicas inalteradas, em 0,50% ao ano. O BoE também manteve o programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras.

Na China, o governo age para estimular a liquidez no mercado bancário. O Ministério de Finanças do país anunciou que dois leilões serão realizados na próxima quinzena para que os bancos comerciais façam propostas por até 100 bilhões de yuans em depósitos do Tesouro. O governo da China está mobilizando seus recursos fiscais em um esforço para dar suporte ao crescimento econômico e ajudar a acalmar os mercados monetários em seguida à turbulência observada em junho.

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