Dólar chega a R$ 1,8540

Bianca Pinto Lima

21 de setembro de 2011 | 15h59

Após o anúncio de novas medidas no mercado americano, o dólar comercial atingiu nova máxima no dia e foi negociado a R$ 1,8540. 

O banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve) informou que vai comprar US$ 400 bilhões em títulos de longo prazo até junho de 2012, em uma medida apelidada de Operação Twist, uma tentativa de impulsionar a frágil economia dos EUA. Para ajudar a reduzir os custos das hipotecas, o Fed também informou que vai reinvestir os recursos obtidos com dívidas de agências e títulos lastreados em hipotecas que estão vencendo em dívidas relacionadas a hipotecas.

O euro também recua frente ao dólar, para US$ 1,3674, e a moeda japonesa é negociada a 76,65 ienes por dólar.

As Bolsas de Nova York acentuaram a queda após o anúncio. O Dow Jones caía 1,16%, Nasdaq recuava 0,35% e S&P tinha queda de 1,34%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,93%.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já anunciou que o governo brasileiro não deve retirar as medidas adotadas nos últimos anos para compensar a valorização do real. “O câmbio está devolvendo o que se valorizou”, afirmou, logo ao desembarcar em Washington, onde participará da reunião de outono (no Hemisfério Norte) do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

De acordo com o ministro, a desvalorização da moeda brasileira nos últimos dias reflete o quadro de aversão geral do mercado ao risco gerado pela demora na conclusão da negociação do FMI, da União Europeia e do Banco Central Europeu com a Grécia. “Parece que a negociação vai caminhar para um desfecho favorável. Então, não deveria haver perigo nenhum. De qualquer maneira, os mercados continuam a dar sinais de estresse e de nervosismo Isso está levando a uma valorização do dólar no mundo todo”, afirmou, ao enfatizar não ser esse movimento exclusivo ao Brasil.

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