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Dólar comercial cai com acordo sobre Grécia

Estadão

27 de outubro de 2011 | 10h38

O dólar comercial opera em queda nesta quinta-feira, 27, após líderes europeus chegarem a um acordo sobre a dívida da Grécia e recapitalização de bancos europeus. Às 10h24 (de Brasília), a moeda americana recuava 1,70%, a R$ 1,731.

O acordo também ajudou a impulsionar o euro e outras moedas, consideradas arriscadas, para seus maiores patamares em sete semanas em relação ao dólar.

O euro atingiu uma máxima de US$ 1,4038 no começo da sessão europeia, enquanto o dólar australiano superou US$ 1,06 pela primeira vez desde 9 de setembro. O dólar australiano está registrando ganhos em relação ao dólar mais rápido do que euro, indicando que o rali está amplamente baseado em alívio.

“Os formuladores de políticas públicas europeus compraram tempo e as pessoas não gostam do dólar. A fraqueza do dólar é o nome do jogo no momento. As pessoas querem vender dólares, que é o principal fator orientador no mercado”, disse Neil Mellor, estrategista de câmbio no Bank of New York Mellon, em Londres.

O iene também avançou em consequência do enfraquecimento do dólar, apesar do ministro das Finanças do Japão, Jun Azumi, ter reiterado sua preocupação sobre os movimentos especulativos da moeda japonesa.

As moedas de economias europeias emergentes também se beneficiaram amplamente da melhora do sentimento do mercado, com exceção do florim húngaro, que está operando perto de nível mais baixo em relação ao euro desde abril de 2009, em razão dos temores de um rebaixamento do rating da Hungria. O rating do país está uma nota acima da categoria de investimentos. O euro atingiu uma máxima de 302,17 florins húngaros.

Um leilão de T-bills de 12 meses da Hungria fracassou, após o mercado não gostar das opções ofertadas, disse um comerciante. A agência estatal de gestão da dívida rejeitou todas as propostas. Segundo o trader, os investidores estrangeiros só optam normalmente por T-bills de 12 meses quando os mercados estão muito positivos, o que não é o caso da Hungria agora, em meio a preocupações sobre rebaixamento de rating e políticas controversas do governo. “Há muitas incertezas sobre a Hungria e os investidores tornaram provavelmente as expectativas para o yield (retorno ao investidor) muito altas, o que a agência rejeitou”, acrescentou o trader.

Além disso, o Banco Central da Suécia manteve a taxa de juros inalterada em 2%, como esperado, mas também revisou para baixo suas previsões para a taxa nos próximos anos. Mas estrategistas cambiais disseram que a autoridade monetária não estava cautelosa como tem sido, o que ajudou a sustentar a coroa sueca ante o euro.

Às 9h41 (de Brasília), o dólar estava em 75,81 ienes, de 76,16 ienes no fim da quarta-feira em Nova York. O euro estava em US$ 1,4020, de US$ 1,3906. O euro era negociado em 106,28 ienes, de 105,98 ienes. A libra operava em US$ 1,6006, de US$ 1,5981. As informações são da Dow Jones.

(Clarissa Mangueira, da Agência Estado)

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