Dólar fecha perto da máxima, a R$ 2,065, e sobe mais de 1% na semana

Bianca Pinto Lima

22 de junho de 2012 | 17h51

Nalu Fernandes, da Agência Estado

São Paulo – O dólar fechou em alta nesta sexta-feira, segurando o sinal positivo em todo o período vespertino, diante de um volume financeiro baixo em grande parte da sessão e depois de um início volátil nesta manhã. O giro fraco contribuiu para o movimento da moeda à vista, em oposição ao declínio do dólar ante inúmeras divisas globais.

Também, o avanço da moeda à vista se opõe à queda do dólar para julho de 2012 em grande parte do dia, em um comportamento que operadores atribuem, em parte, ao início da antecipação de rolagem de contratos, e que terá intensificação na próxima semana de fechamento do mês e de semestre. Há pouco, o dólar para julho de 2012 estava perto da estabilidade (+0,02%), cotado a R$ 2,067.

No balcão, o dólar à vista fechou a R$ 2,0650, com alta de 0,58%, pouco abaixo da máxima do dia, de R$ 2,0660. Na mínima, o dólar foi a R$ 2,0490. Na semana, a moeda acumula alta de 1,18%. Na BM&F, a moeda spot encerrou a R$ 2,0605, em alta de 0,49%. O giro financeiro total somava US$ 1,476 bilhão (US$ 1,233 bilhão em D+2) um pouco antes das 16h30, abaixo dos níveis registrados recentemente, mas já acima do volume registrado na maior parte desta sexta-feira.

Em Nova York, o dia é de bolsas em alta, em reação ao forte declínio do dia anterior e à percepção de que o rebaixamento nos ratings de bancos globais não foi tão feroz quanto o esperado, colocando do dólar em queda ante diversas moedas, incluído as de exportadores de commodities, e também com sinal levemente negativo (-0,08%)ante uma cesta com as principais divisas globais. Nesta sexta-feira, o euro renovou máximas intraday e, há pouco, oscilava em US$ 1,2562, ante US$ 1,2540 da tarde de ontem.

Também contribuiu para o sentimento dos investidores internacionais a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de ampliar a gama dos papéis que receberá dos bancos da zona do euro como colaterais para liberação de empréstimos. Para alguns, o procedimento é apenas um curativo em meio à crise, mas há estrategistas argumentando que a decisão trouxe alívio, uma vez que há bancos já ficando sem colaterais.

No ambiente doméstico, os dados divulgados pelo Banco Central mostraram, diz um analista, que a conta corrente permanece bem ancorada e que o investimento estrangeiro direto continua entrando no País apesar da crise externa.

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