Dólar fica ‘de lado’ na sessão e tem leve alta de 0,55% na semana

Estadão

21 de setembro de 2012 | 17h58

Silvana Rocha

O dólar ante o real quase não se mexeu hoje e fechou no mesmo patamar de preço em que começou a semana, de R$ 2,02. O mercado doméstico manteve-se literalmente em compasso de espera nesta sexta-feira. Apesar da ausência do Banco Central no câmbio nestas quatro sessões consecutivas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reapareceu hoje com novas ameaças ao capital especulativo, que acabaram desestimulando novamente a contratação de grandes posições neste mercado.

A moeda norte-americana à vista encerrou cotada a R$ 2,0240, com leve alta de 0,05% no balcão e de +0,02% na BM&FBovespa. Na semana, a moeda spot no balcão acumulou ligeiro ganho de 0,55% ante o real, enquanto no mês carrega queda de 0,30% e, no ano, um ganho de 8,29%. O giro total registrado até 16h37 na clearing de câmbio somava US$ 1,886 bilhão (US$ 1,826 bilhão para liquidação em dois dias úteis).

No mercado futuro, nesse horário, o dólar para outubro de 2012 subia 0,07%, a R$ 2,0265, depois de oscilar apenas 0,20%, de R$ 2,0250 (estável) a R$ 2,0290 (+0,20%) com giro mais fraco, de US$ 9,372 bilhões.

Em evento em Londres, Mantega afirmou que o governo brasileiro não vai deixar o real se apreciar e que a política atual de intervenção no mercado de câmbio vai continuar. Isso significa para o mercado que podem ser realizados novos leilões no mercado de derivativos cambiais e também compra à vista para aumento das reservas. O ministro disse ainda que podem ser tomadas ações para evitar que fluxos especulativos invadam o Brasil e ameaçou elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para conter a entrada desse tipo de capital no País.

Na prática, as insistentes intervenções verbais das autoridade do governo no câmbio vêm travando os negócios e restringindo o vaivém dos preços, disse um operador de uma corretora. Há meses, afirmou a fonte, está claro para o mercado que a margem de oscilação desejada pelo governo é de R$ 2,00 a R$ 2,10 e, recentemente, o intervalo predominante tem sido de R$ 2,02 a R$ 2,05.

Com a garantia oficial de que esse range não deve ser alterado, apesar do aumento da liquidez global após os anúncios de estímulos do Banco Central Europeu e do Federal Reserve, o mercado não encontra espaço nem estímulo para ousar e armar posições de risco, afirmou um outro operador de corretora de câmbio.

Com a expectativa de alguma solução para a situação da Espanha adiada para a próxima semana, o mercado de moedas no exterior também não apresentou grandes oscilações. Em Nova York, ás 17h03, o euro estava em US$ 1,2986, ante US$ 1,2968 no fim da tarde de ontem; o dólar caía a 78,129 ienes, de 78,23 ienes na véspera. A
moeda norte-americana perdia ainda 0,13% diante do dólar australiano, estava estável em relação ao dólar canadense (+0,02%) e tinha leve ganho de 0,09% ante o dólar neozelandês e perdia 1,63% diante da rupia indiana.

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