Dólar cai 0,89%, para R$ 2,22; Bolsa recua 2,3%, pressionada por Vale e Petrobrás

Estadão

24 de junho de 2013 | 15h50

Fabrício de Castro

Texto atualizado às 18h50

Após subir durante a manhã, o dólar reverteu e fechou em baixa nesta segunda-feira, 24, em sintonia com o exterior. O alívio nas Bolsas de Valores à tarde fez a moeda norte-americana perder força ante outras divisas com elevada correlação com commodities, como o real brasileiro.

Na reta final dos negócios, o Banco Central (BC) anunciou um leilão de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro) para terça-feira, 25, o que fez o dólar encerrar em baixa de 0,89% no balcão, cotado a R$ 2,2240, na mínima e no segundo recuo consecutivo ante o real depois de cinco sessões de ganhos. Em junho, a moeda dos EUA acumula alta de 3,59% e, no ano, de 8,75%.

O valor financeiro da oferta do BC, que será feita das 10h30 às 10h40 da terça-feira, é de cerca de US$ 3,3 bilhões. O leilão pretende promover a rolagem de um vencimento no mesmo montante, que ocorrerá no dia 1º de julho.

No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) amargou perdas nesta segunda-feira. O Ibovespa chegou a recuar quase 3,5%, mas reduziu a queda durante a tarde, seguindo o movimento das bolsas de Nova York. O Ibovespa fechou em queda de 2,32%, aos 45.965 pontos, pressionada por Vale, Petrobrás e siderúrgicas.

A ação ON da Vale despencou 5,12% e a PNA, 5,48%, voltando a níveis de 2009. Entre as siderúrgicas, a Usiminas PNA liderou a queda do Ibovespa, com recuo 7,90%, enquanto o papel ON da empresa caiu 5,56%. Gerdau PN recuou 5,34% e Metalúrgica Gerdau PN, 5%. CSN ON perdeu 3,73%. Petrobrás fechou com baixa de 3,53% na ON e de 3,34% na PN.

As ações da Gol refletiram o anúncio de que a companhia pretende cortar 200 voos semanais a partir de agosto. O papel PN da companhia recuou 7,55%, a segunda maior queda do Ibovespa.

Nos EUA, os índices acionários reduziram as perdas no meio da tarde após declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) de Minneapolis, Narayana Kocherlakota. Ele afirmou que o banco central dos EUA deveria adotar um sistema de “gatilhos” para definir a política das compras de bônus. Para ele, as compras devem continuar pelo menos até a taxa de desemprego cair para 7%.

O líder do Fed de Minneapolis comentou também que o banco central não está preocupado ainda com as reações dos mercados financeiros ao discurso de Ben Bernanke, que disse na semana passada que as compras de bônus podem ser reduzidas este ano, se as projeções econômicas atuais se concretizarem. O presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, corroborou essa visão, ao afirmar que os membros do Fomc esperavam uma forte reação dos mercados.

O Dow Jones terminou em queda de 0,94%, aos 14.659 pontos; o S&P recuou 1,21%, para 1.573 pontos; e o Nasdaq terminou com desvalorização de 1,09%, aos 3.320 pontos.

China. Pela manhã, preocupações com a escassez de liquidez no mercado interbancário da China pesaram sobre as transações. Além disso, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) não fez qualquer referência direta ao recente aumento nos custos de empréstimos para os bancos, ao mesmo tempo em que alegou que vai manter uma política monetária prudente. Se a China vai mal, isso se reflete nas commodities.

“O exterior deu uma melhorada, as Bolsas voltaram a reagir, principalmente a americana, e as moedas commodities apreciaram (ante o dólar). Isso fez o real reagir aqui também”, comentou operador da mesa de câmbio de um grande banco.

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