Dólar cai quase 10% em outubro e fecha mês a R$ 1,694

Bianca Pinto Lima

31 de outubro de 2011 | 17h01

O dólar fechou o mês de outubro com uma queda acumulada de 9,89%, compensando parte da alta de setembro, quando valorizou-se quase 18%. Hoje, a divisa subiu 0,83% e fechou cotada a R$ 1,694. Em 2011, ainda soma alta de 1,80%.

“A queda mais acentuada se deu logo no início do mês, devido aos leilões de swap do Banco Central, que deram liquidez ao mercado. Na semana passada, a moeda também caiu, mas porque houve uma melhora no fluxo”, explica Sidnei Nehme, diretor-presidente da NGO Corretora de Câmbio.

Segundo o economista, a moeda veio pressionada do mês passado devido à criação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre derivativos cambiais.

Os contratos de swap cambial tradicionais, realizados pelo BC para dar liquidez, equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Neste ano, a previsão de Nehme é que moeda oscile entre R$ 1,70 e R$ 1,75.

Passada a euforia com o pacote de resgate da Europa, os investidores agora exibem o lado pessimista em relação ao plano. As dúvidas se referem à dificuldade em achar dinheiro para concretizar as operações e aos problemas para alavancar as economias enfraquecidas e, assim, interromper a crise das dívidas.

Nehme afirma, contudo, que o movimento cambial deve-se predominantemente a causas locais e pontuais. “A prova disso é que na sexta-feira o dólar teve queda acentuada aqui, mas subiu lá fora”, diz.

Uma influencia indireta, segundo o economista, é a tomada de decisões por parte das empresas. “Companhias lá fora precisam reforçar o caixa e, por isso, pedem para as subsidiárias remeterem dividendos, juros e lucros, então sai mais dólar do País”, afirma.

(Com Agência Estado)

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