Dólar segue em alta, mas EUA traz volatilidade

Estadão

29 de agosto de 2012 | 09h47

Olívia Bulla, da Agência Estado

Ainda que seja pontual, a pressão de alta do dólar em relação ao real, por causa do vencimento de swap tradicional, deve persistir nesta quarta-feira, mas a agenda econômica norte-americana do dia pode trazer volatilidade aos negócios. Os agentes domésticos seguem convencidos de que o Banco Central confirmará a intenção de resgatar os pouco mais de US$ 4 bilhões que vencem na próxima segunda-feira, o que alimenta a demanda pela moeda norte-americana. Esse movimento ocorre tanto pela defesa de uma taxa de referência do BC (Ptax) mais elevada quanto pela reposição de posições.

Às 9h15, na BM&F Bovespa, o contrato futuro do dólar para setembro subia 0,32%, a R$ 2,0535. No mercado de balcão, o dólar à vista exibia alta de 0,44%, a R$ 2,0520, na máxima.

Segundo um operador de tesouraria de um banco local, à medida que a cotação do dólar se afasta do piso de R$ 2,00, os negócios passam a oscilar em uma margem “folgada”. Para ele, o ganho de quase 1% acumulado nos últimos dois pregões pela moeda norte-americana em relação à brasileira deve ser ampliado de maneira mais comedida a partir de agora.

Até porque, “se o dólar for muito além de R$ 2,04, o mercado pode mudar a leitura e passar a apostar na rolagem dos swaps cambiais pelo BC”, explica o profissional, que falou sob a condição de não ser identificado. Porém, ele acrescenta, que antes disso os participantes do mercado de câmbio se antecipariam e devolveriam parte do avanço do dólar.

O profissional destaca que os eventos econômicos previstos para os Estados Unidos podem calibrar as apostas dos investidores quanto à iminência da adoção de novos estímulos econômicos no país. Logo mais, às 9h30, sai a leitura revisada do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano no trimestre passado. À tarde, às 15 horas, o Federal Reserve publica o Livro Bege.

No exterior, também por volta das 9h15, o euro caía a US$ 1,2543, de US$ 1,2565 no fim da tarde de ontem em Nova York, sem receber amparo das afirmações publicadas pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, em um artigo em um semanário alemão. Ele afirmou que o papel da autoridade monetária para garantir a estabilidade dos preços e a política monetária única na zona do euro podem, às vezes, exigir medidas extraordinárias. Ainda por volta do mesmo horário, o dólar norte-americano caía 0,07% ante o dólar australiano; mas subia 0,05% ante o dólar canadense.

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