Dólar sobe 0,49% e fecha pregão a R$ 2,25

Estadão

26 de julho de 2013 | 17h18

Fabrício de Castro

Após o recuo de ontem ante o real, em um movimento do fim do dia, o dólar se manteve firme no território positivo hoje, com os investidores à espera da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na semana que vem. Enquanto no exterior a moeda americana não tinha uma direção definida, no Brasil ela subiu 0,49% no mercado de balcão e fechou a R$ 2,2550, na cotação máxima do dia. Com isso, no ano o dólar acumula alta de 10,27% ante o real.

Para o mercado, está claro que o Fed não começará a redução de seu programa de estímulos à economia imediatamente, mas os investidores seguem em busca de pistas sobre quando isso, de fato, vai acontecer: no fim deste ano ou no início de 2014. Isso é importante para o rumo do dólar na medida em que a redução do programa significará menos dólares no mercado e pode gerar mais pressão de alta para a moeda americana.

Pela manhã, com o dólar já operando com ganhos em relação ao real, o índice de sentimento do consumidor divulgado pela Universidade de Michigan fortaleceu a percepção de que a retirada de estímulos pode não demorar. O indicador subiu para 85,1 em julho, acima da leitura preliminar de 83,9 e da previsão de 84 dos economistas. Com isso, a moeda americana, que havia registrado a mínima de R$ 2,2420 (-0,09%) no balcão às 10h15, atingiu uma máxima de R$ 2,2550 (+0,49%) às 11h49, sendo que no fim do dia voltou a retomar este patamar. Da mínima para a máxima, o dólar oscilou +0,58% – um porcentual bem menor que o visto em sessões anteriores, em especial no início da semana.

Em parte, essa oscilação menor também se deve a uma liquidez mais contida hoje. Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,401 bilhão, sendo US$ 1,332 bilhão em D+2. O dólar pronto na BM&F teve alta de 0,36%, a R$ 2,2520, com apenas 16 negócios registrados. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2585, em alta de 0,56%.

“A divulgação do índice de confiança de Michigan reforçou o movimento de alta do dólar no Brasil. Além disso, há a reunião do Fed na semana que vem, então todo mundo fica na expectativa”, comentou Mauricio Nakahodo, Consultor de pesquisas econômicas do Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ.

No exterior, essa cautela se traduzia em movimentos díspares para o dólar, com a moeda americana perto da estabilidade ante o euro e em baixa ante o iene e algumas moedas de países ligados a commodities. O dólar subia, no entanto, em relação às divisas de países como Chile, Colômbia e México.

Pela manhã, o Banco Central brasileiro também fez mais um leilão de 20 mil contratos de swap cambial para 2/1/2014, no qual vendeu a totalidade da oferta, numa operação de US$ 993,5 milhões. Com isso, a autoridade monetária completou a rolagem dos contratos de swap que vencerão em 1º de agosto. Com isso, o BC evita que a moeda relativa aos vencimentos saia do sistema, o que traria pressão adicional de alta para o dólar no mercado futuro.

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