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Dólar sobe 1,06% e ultrapassa o patamar de R$ 1,90, no maior nível em 7 meses

Estadão

30 de abril de 2012 | 16h57

Alessandra Taraborelli, da Agência Estado

A maior aversão ao risco e a formação da Ptax, por aqui, deram sustentação para a moeda norte-americana subir 1,06%, a R$ 1,9060 e encerrar na maior cotação desde 22 de setembro de 2011 (R$ 1,9100). A segunda-feira entre o fim de semana e o feriado do Dia do Trabalho, amanhã, teve negócios reduzidos também no mercado de câmbio. Na hora final, o dólar pronto engatou um movimento de alta, puxado, principalmente, por ajustes de última hora para a formação da Ptax que será usada para liquidar, na quarta-feira, os contratos de câmbio futuro que vencem hoje.

“Hoje, muitas corretoras adotaram esquema de plantão, grande parte do vencimento foi antecipado na sexta-feira”, disse um operador, ressaltando que a puxada no final é atribuída ao movimento de zeragem de operação. “É investidor zerando operação do fluxo do dia. Por isso teve essa puxada no final”, disse.

Durante a sessão, o dólar balcão oscilou entre a mínima de R$ 1,8850 (-0,05%) e a máxima de R$ 1,9090 (+1,21%). Com o desempenho de hoje, a moeda registrou o segundo mês seguido de valorização (+4,32%) e também conseguiu zerar as perdas do ano. Agora, o dólar no balcão sobe 1,98% no período. Na BM&F, o dólar spot subiu menos (+0,15%), a R$ 1,8870. No mês, a divisa apura ganho de 3,50% e, no ano, de 1,26%. O giro total registrado até 16h30 na clearing de câmbio somava US$ 1,298 bilhão, sendo US$ 923 milhões em D+2.

No mercado futuro, até às 16h25, cinco vencimentos de dólar foram negociados, com giro total de US$ 14,475 bilhões. Nesse horário, o dólar para maio, que será liquidado na próxima quarta-feira, com base na Ptax de hoje, estava em R$ 1,892, com volume de US$ 784 milhões. O dólar junho 2012 era negociado a R$ 1,916, com giro US$ 13,672 bilhões.

Temores com a economia da Espanha e dados fracos da atividade industrial em Chicago ofuscaram números melhores que o esperado da renda pessoal nos EUA e balanços corporativos positivos.

Logo cedo, na Europa, o instituto de estatísticas INE disse que a economia da Espanha teve uma contração de 0,3% no primeiro trimestre de 2012, na comparação com trimestre anterior, após ter recuado 0,3% no quarto trimestre, segundo dados preliminares. As duas quedas trimestrais seguidas do PIB significam que o país voltou a entrar em recessão técnica.

Além disso, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s anunciou que rebaixou 16 bancos espanhóis. O corte dos ratings dos bancos se seguiu ao rebaixamento em dois níveis do rating soberano da Espanha pela agência na última sexta-feira para BBB+, de A.

Nos EUA, os números do relatório do Departamento do Comércio sobre os gastos dos consumidores no país apontou uma alta de 0,3% em março, enquanto a renda pessoal aumentou 0,4%. Os economistas previam alta de 0,4% dos gastos e aumento de 0,2% da renda pessoal.

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