Dólar bate R$ 2,44, mesmo em dia de leilão do BC

nayarasampaio

21 de agosto de 2013 | 10h44

Texto atualizado às 15h21

SÃO PAULO – O dólar abriu o dia em nova alta, com investidores apreensivos com a ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que sai às 15 horas. O receio é de que haja redução de estímulos do Fed à economia norte-americana.

Por volta de 10,30, o BC realizou leilão de rolagem de swap cambial (operação que equivale à venda de dólar no mercado futuro). O BC vendeu todos os 20 mil contratos de swap cambial anunciados com vencimento em 01/04/2014, totalizando US$ 987,9 milhões. Naquele horário, o dólar estava cotado a R$ 2,419.

Mesmo após o leilão do BC, o dólar voltou a renovar as máximas.

A escalada chegou ao patamar de R$ 2,442 por volta de 15h21, em alta de 2,01% – na máxima do dia.

Na mínima,  a cotação da moeda atingiu R$ 2,401.

Ontem, após seis sessões de valorização do dólar, o mercado deu uma trégua e a divisa encerrou abaixo do patamar de R$ 2,40. O movimento foi atribuído à melhora no ambiente externo e a atuações do BC, que injetou até US$ 6 bilhões no mercado em dois leilões de swap cambial e duas operações de venda de dólares com recompra programada. Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ajudou a intensificar a trajetória de baixa à tarde, ao reiterar que a situação cambial está sob controle e que os instrumentos de atuação no câmbio são suficientes para as necessidades.

China

Amanhã, o foco nos mercados deve ser transferido para a China, onde será divulgado hoje à noite o indicador industrial PMI do país. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) ficou em 0,16% em agosto, ante 0,07% em julho. O resultado veio dentro do intervalo de estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam uma taxa entre 0,07% e 0,23%, e ligeiramente acima da mediana, de 0,15%. Até agosto, o IPCA-15 acumula altas de 3,69% no ano e de 6,15% em 12 meses. Com o indicador comportado, os juros futuros operam perto dos ajustes anteriores.

(Com Silvana Rocha, da Agência Estado)

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