Com leilão do BC, dólar opera em baixa, apesar de pressão externa

Estadão

28 de agosto de 2013 | 11h43

Texto atualizado às 14h47

SÃO PAULO – O dólar ante o real abriu em alta de 0,42%, cotado a R$ 2,3810 (a máxima do dia até agora), acompanhando a valorização generalizada da moeda dos EUA no exterior devido à possível intervenção militar na Síria.

A valorização, no entanto, não se sustentou e o dólar começou a operar em queda e testar mínimas, com influência do leilão do Banco Central.

Por volta de 9h50, o BC realizou um leilão e vendeu todos os 10 mil contratos de swap cambial ofertados com vencimento em 02/12/2013, no valor de US$ 498,2 milhões. O swap cambial é uma operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro.

Às 14h39, o dólar renovou a mínima do dia até agora, cotado a R$ 2,3270, em queda de 1,86%.

A presidente Dilma Rousseff, em entrevista a rádios em Minas Gerais nesta manhã, afirmou que a volatilidade do dólar ante o real não tem nada a ver com a economia brasileira, mas tem relação com a perspectiva de redução de estímulos pelo Federal Reserve norte-americano.

Cenário internacional

Apesar de operar em queda nesta quarta-feira no Brasil, o dólar está pressionado e sobe frente às moedas principais e emergentes, atingindo novos recordes de alta ante a rupia indiana e a lira turca, com a crescente possibilidade de que os EUA e países aliados façam uma intervenção militar na Síria.

Em seu pior momento hoje, a rupia acumulava perdas de 8% em relação ao dólar desde o começo da semana. As perdas da lira desde segunda-feira chegam a 4%.

A Índia e Turquia têm grandes déficits em conta corrente e sentem o impacto da alta nos preços do petróleo, consequência do aumento das tensões no Oriente Médio.

Nas últimas semanas, as moedas emergentes já vinham sob pressão com a expectativa de que o Federal Reserve comece a reverter sua política de estímulos nos EUA nos próximos meses.

O dólar também avança em relação ao iene, ao euro e a moedas ligadas a commodities, como os dólares da Austrália, Nova Zelândia e Canadá.

(Com informações de Dow Jones Newswires)

Tudo o que sabemos sobre:

dólar

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.