Em dia de oscilação, bolsas europeias fecham em leve alta

Bianca Pinto Lima

23 de setembro de 2011 | 13h34

As principais praças financeiras da Europa encerraram a sexta-feira em leve alta. Londres ganhou 0,50%, Frankfurt subiu 0,63% e Paris teve alta de 1,02%. Já Madri valorizou-se 2,12%, enquanto Lisboa seguiu na direção contrária e fechou em queda de 0,98%.

O dia começou positivo nas bolsas da região devido ao encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e dos países do G-20 no fim de semana. Declarações do ministro de Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, no entanto, viraram o humor do mercado, que acabou se invertendo novamente próximo ao fechamento, em dia marcado pela volatilidade.

O ministro grego admitiu em entrevista a um jornal local a possibilidade de calote e sugeriu um desconto de 50% na dívida. Logo em seguida, ele disse que a notícia era contraproducente. Mas a declaração já estava dada. “A fala acabou determinando a reviravolta do mercado”, diz o diretor da corretora Ativa, Álvaro Bandeira.

Hoje, o ministro de Finanças da Alemanha também fez declarações de que é contra a criação de um bônus comum da zona do euro (eurobônus), mesmo se ele fosse emitido por países com classificação de risco triplo A (a mais alta).

“Investidores esperam que no fim de semana haja uma definição sobre a Grécia e que seja anunciada alguma ação coordenada que mude a cara do mercado”, afirma Bandeira.

Bancos franceses

O spread dos contratos de swap de proteção contra risco de crédito (CDS) dos bancos franceses caíram quase 8% hoje por conta dos crescentes rumores de uma grande coordenação entre ministros das Finanças para solucionar a crise da dívida soberana da Europa.

As instituições financeiras europeias – entre elas os bancos franceses Crédit Agricole, BNP Paribas e Société Générale – estão entre as mais expostas à Grécia, país amplamente visto como insolvente, mas também a outras nações com dificuldade para fazer frente ao elevado endividamento mesclado ao crescente custo para captar dinheiro.

(Com Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios, e Agência Estado)

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