Em dia volátil, Bovespa se descola de Nova York e sobe apenas 0,21%

Bianca Pinto Lima

29 de setembro de 2011 | 17h35

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a se descolar das praças financeiras de Nova York, que fecharam a quinta-feira com ganhos mais expressivos do que o mercado doméstico. O Ibovespa encerrou em alta de 0,21%, aos 53.384 pontos, após subir 1,76% na máxima do dia, em mais um pregão volátil. No mercado de câmbio, o dólar ganhou 1,20%, cotado a R$ 1,8520, e já acumula valorização de 16,19% em setembro.

Em Nova York, Dow Jones subiu 1,30% e S&P 500 ganhou 0,81%. Já Nasdaq, termômetro de tecnologia, fechou no terreno negativo, em queda de 0,43%.

“A instabilidade econômica na Europa traz alguns ventos receosos e já há dúvidas se o Brasil pode vir a importar uma pequena recessão”, explica Raffi Dokuzian, superintendente da Banif Corretora.

O Banco Central (BC) previu hoje menor crescimento da economia brasileira e inflação mais alta em 2011. No Relatório de Inflação do terceiro trimestre, o BC reduziu de 4% para 3,5% a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Já a estimativa de inflação medida pelo IPCA (índice oficial do governo) em 2011 aumentou de 5,8% para 6,4%.

Segundo Dokuzian, a grande expectativa do mercado ainda gira em torno da ampliação do fundo de resgate da zona do euro. O aumento da linha de financiamento foi aprovado nesta quinta pelo parlamento alemão, o que já foi considerado como um sinal de unidade da união europeia.

As ações da Vale fecharam em queda e também pesaram sobre o Ibovespa nesta quinta-feira. Os papéis da mineradora reagiram às notícias de que siderúrgicas chinesas podem reduzir as importações de minério de ferro se a atual queda nos preços do aço continuar. As ações PNA da empresa cederam 1,18%, enquanto as ON caíram 0,61%.

O diretor executivo de marketing da mineradora brasileira, Jose Carlos Martins, afirmou, contudo, que os clientes europeus e chineses até agora não pediram adiamento dos embarques de minério, a despeito da perspectiva de curto prazo pessimista para a demanda de aço.

Na esteira da decisão do parlamento alemão, a maioria das praças financeiras da Europa fechou no azul. Frankfurt avançou 1,1% e Paris ganhou 1,07%. Londres foi na contramão e fechou em queda de 0,4%. Já Milão encerrou em alta de 2,07% e Madri registrou valorização de 1,32%. Lisboa, por sua vez, subiu 0,66%.

Números melhores que o previsto sobre auxílio-desemprego e sobre o crescimento da economia dos Estados Unidos também deram suporte aos mercados internacionais nesta quinta.

(Com Agência Estado)

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