Em dia volátil, Bovespa sobe quase 1%

Bianca Pinto Lima

26 de setembro de 2011 | 17h17

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) viveu mais um dia de volatilidade nesta segunda-feira, 26, em meio à persistência da crise na Grécia e à falta de resultados práticos das reuniões do FMI, Banco Mundial e G-20 no fim de semana. O Ibovespa chegou a recuar mais de 1% na mínima do dia e perder os 52 mil pontos, mas se recuperou e encerrou com ganho 0,97%, aos 53.747,52 pontos. O dólar comercial operou no positivo na maior do dia, mas não sustentou a alta e fechou com perda de 0,49%, a R$ 1,833.

A bolsa paulista também acompanhou o movimento dos índices norte-americanos. Dow Jones fechou com ganho de 2,53%, o S&P subiu 2,33% e o Nasdaq terminou com valorização de 1,35%, apesar de mais uma rodada de indicadores ruins dos Estados Unidos nesta quinta, como o de vendas de imóveis novos, que recuou 2,3% em agosto.

“As leituras sobre a economia estão muito conflitantes no mercado”, diz o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. Para Perfeito, não há nenhum evento que justifique uma virada para o “bom humor” e, neste cenário, ele sugere cautela redobrada.

Apesar da falta de notícias concretas,o rumor de um corte na taxa de juros na zona do euro (de 1,5% para 1%) pode explicar parte do otimismo dos investidores nesta jornada, afirma Perfeito. Por lá, Frankfurt subiu 2,87%, Paris avançou 1,75% e Londres fechou em alta de 0,45%.

A proposta dos EUA de alavancagem do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF), que poderia elevar os recursos para 2 trilhões de euros, foi bem recebida pelo mercado. No início da tarde, no entanto, o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, afirmou que não existem planos para impulsionar o tamanho da EFSF. Uma fonte da coalizão do governo informou que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, pretende aprovar, na próxima quinta-feira, a legislação que expande e modifica a Linha de Estabilidade Financeira Europeia, apesar de divergências internas.

(Hugo Passarelli, do Economia & Negócios, e Alessandra Taraborelli, da Agência Estado)

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