Estadão Negócios Interativo discute as perspectivas para a economia brasileira em 2014

Estadão

30 de agosto de 2013 | 15h52

As perspectivas para a economia em 2014 serão debatidas no segundo programa da série Estadão Negócios Interativo, na TV Estadão. O programa vai ao ar na segunda-feira, 2, às 11 horas.

Participam do debate o jornalista José Paulo Kupfer, colunista do Estadão, e o economista-chefe do HSBC André Loes.

O programa Estadão Negócios Interativo promove debates quinzenais com economistas convidados sobre economia e o ambiente de negócios.

Os internautas podem enviar perguntas pelas redes sociais com a hashtag #EstadaoNegocios. Outros programas da série vão tratar de comércio eletrônico, inovação, franquias, negócios locais e internacionais.

A série tem o apoio do HSBC Global Connections. O primeiro programa da série foi ao ar no dia 19 de agosto com a participação do embaixador Sergio Amaral e do economista Ricardo Amorim, da Ricam Consultoria.

O tema foi a relação comercial entre Brasil e China e as perspectivas para os próximos anos. O programa pode ser visto na TV Estadão, no portal estadao.com.br, pelo link http://economia.estadao.com.br/aovivo/.

André Loes é economista-chefe do HSBC no Brasil desde 2008. Ele já trabalhou 11 anos no Santander e foi assessor do secretário de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Mestre em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em economia pela Université de Paris, França, Loes também já comandou o departamento econômico da ANBID, Associação Nacional dos Bancos de Investimento.

José Paulo Kupfer é jornalista e economista graduado pela Universidade de São Paulo (USP) e foi um dos pioneiros na imprensa especializada em Negócios no Brasil. Já trabalhou em vários veículos de comunicação e atualmente é colunista no caderno Economia & Negócios do jornal O Estado de S.Paulo e faz comentários e análises na TV Estadão.

Acompanhe a seguir os principais momentos do debate:

11h38: Acaba o debate.

11h37: Kupfer também espera um ano difícil na economia, mas lembra que para certos setores pode ser diferente. “A minha inflação não é a mesma que a sua. Temos de ficar de olho nos nichos que podem furar esta tendência geral”.

11h35: “Pode-se esperar um próximo ano parecido com 2013 em termos de crescimento. Uma inflação ainda resistente e um crescimento modesto. Mas espero que tenham boas discussões nas eleições. O Brasil e os eleitores vão aproveitar isso para ter discussões de verdade”, afirma André Loes.

11h33: Debatedores acreditam que a onda de protestos se relaciona ao progresso, ao aumento da renda da população. “O trabalhador que tem renda, agora quer ter saúde, educação, quer chegar aos locais. Antes não era prioridade, porque a primeira preocupação era morar e comer”, analisa o colunista do Estadão.

11h32: Sobre os protestos, Loes acredita que eles trazem uma pauta boa para o Brasil. “Colocou um problema relevante para a agenda do Brasil. A forma como vamos lidar com isso depende da governança política”, diz o economista.

11h31: Kupfer comenta que visitou recentemente o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. apesar de o estádio estar bom, o entorno continua precário.

11h29: A Copa do Mundo a ser realizada no País no ano que vem tem dois efeitos, para Loes. Tem o efeito de investimento em infraestrutura e o efeito pontual, de consumo hoteleiro, entre outros, comenta o economista do HSBC. “Acho que perdemos uma grande chance em investimentos”, afirma.

11h27: Loes acredita que o leilão do pré-sal tem menos problemas, porque há mais interessados. Os demais, como o de aeroportos e portos, encontram mais dificuldades.

11h26: Debatedores acreditam que o governo irá ceder para que o projeto se realize.

11h25: Os leilões pode melhorar um pouco a confiança nos investimentos no País, mas Kupfer se mostra cético. “O governo tem dificuldade de desenhar projetos”

11h23: “Hoje no Brasil deveriam ser feitas algumas coisas para ajudar a conter inflação. O investidor acha que de agora até a eleição a chance de o governo fazer algo diminui, o que pode reduzir a confiança”, avalia o economista do HSBC.

11h22: “Se demorar o bicho pega, se fizer logo o bicho come”, brinca Kupfer.

11h21: Para Kupfer, o governo só está decidindo qual o momento certo para o reajuste. Neste ano, teria um impacto inflacionário, mas no ano que vem há eleições.

11h20: “Acho que a Petrobrás terá de aumentar o preço da gasolina. Se a Petrobrás desacelera os projetos de investimento, o setor como um todo sofre. O governo não pode se dar ao luxo de tomar tal decisão”, afirma Loes.

11h17: O dólar é visto como porto seguro até mesmo nos EUA, diz Kupfer.

11h17: No caso de um ataque dos EUA à Síria e o conflito se perdurar por um prazo longo, há um fortalecimento do dólar, visto como um porto seguro, analisa o economista do HSBC.

11h16: Kupfer pondera, porém, que o impacto cambial sobre inflação vem se reduzindo nos últimos anos. Loes afirma que esse movimento tem a ver com a maior estabilidade que o Brasil possui atualmente. “Os variáveis estão mais ancoradas”, diz Loes.

11h14: Kupfer explica que quando o câmbio se desloca provoca efeitos de curto e longo prazos. “O de curto prazo tende a ser nos preços. O câmbio valorizado aumenta a competição dos importados com a produção local, o que faz com que os preços se reduzam”, diz o colunista.

11h13: Para Loes, a alta do dólar melhora a situação na indústria. “Uma série de atividades que tinha menos capacidade de competir com o setor externo agora consegue competir”, afirma.

11h12: “Temos problemas na economia doméstica. Nossa produtividade está baixa”, exemplifica Kupfer.

11h11: O colunista José Paulo Kupfer concorda com Loes. “É muito difícil que o Brasil cresça acima de 3% nos próximos anos. Em alguns momentos o País cresceu acima da média do mundo, mas na média vem acompanhando o crescimento mundial”

11h09: Para André Loes, em 2014 a grande dúvida é como o investimento irá se comportar. “O Brasil se tornou menos competitivo nos últimos anos”

11h08: “O resultado surpreendeu a média do mercado, mas não nos surpreendeu. Acreditamos que o terceiro trimestre será bastante ruim”, afirma o economista André Loes.

11h06: Começa o segundo debate ‘Estadão Negócios Interativo’

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