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Europa fecha em alta com otimismo sobre fundo da UE; Bovespa sobe

Bianca Pinto Lima

19 de outubro de 2011 | 15h15

Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam com altas modestas nesta quarta-feira, com os investidores otimistas com a possibilidade de que autoridades da União Europeia possam chegar a um acordo para resolver a crise da dívida da região.

No mercado doméstico, a Bovespa opera em leve alta, de 0,14%, aos 55.108 pontos. Já o dólar tem valorização de 0,34%, cotado a R$ 1,76,70. Em Nova York, Dow Jones sobe 0,44%, S&P 500 está praticamente estável (+0,08%) e Nasdaq recua 0,41%. As ações da Apple perdem 4,22% após resultado trimestral menor que o previsto.

O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,59%, ou 1,38 ponto, para fechar em 236,71 pontos, superando dois dias de perdas. As ações saíram fortalecidas por uma reportagem do jornal britânico Guardian, divulgada no fim da terça-feira, afirmando que França e Alemanha concordaram com um plano para expandir a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) para 2 trilhões de euros.

Um porta-voz do Ministério das Finanças da Alemanha afirmou ao MarketWatch nesta quarta-feira que não houve uma decisão para ampliar a EFSF. O Wall Street Journal informou que os líderes da zona do euro reduziram suas diferenças, mas não chegaram a um acordo sobre uma solução abrangente para a crise.

Ainda assim, os mercados continuaram a ganhar com o otimismo de que o progresso na EFSF é provável. Commerzbank ganhou 4,3%, Deutsche Bank subiu 4,2%, Lloyds avançou 3,4% e BNP Paribas fechou em +6,2%.

Os investidores ignoraram as notícias de que a Moody’s rebaixou o rating de bônus soberanos da Espanha de Aa2 para A1. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,43%, para fechar em 8.849,50 pontos.

O encontro deste fim de semana em Bruxelas de líderes da UE será bastante acompanhado. “Os mercados estão em alta por causa das expectativas cada vez maiores e o obstáculo para que os políticos superem isso e apresentem algo de que o mercado goste está se tornando mais e mais difícil”, afirmou Philippe Gijsels, chefe de pesquisa do BNP Paribas Fortis Global Markets.

No setor de tecnologia, as ações da ARM e da ASML perderam 1,9% e 1,2%, respectivamente, prejudicadas pelos resultados bons porém abaixo das expectativas da Apple, divulgados na terça-feira.

Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,74% para 5.450,49 pontos. Os bancos ajudaram na alta e os papéis da British Sky Broadcasting subiram 5,1%, após a divulgação de seus resultados trimestrais. As ações da Diageo subiram 4%, depois de a companhia de bebidas alcoólicas informar que suas vendas líquidas subiram 9% no trimestre encerrado em 30 de setembro.

Na França, o índice CAC 40 da Bolsa de Paris subiu 0,52%, a 3.157,34 pontos, auxiliado por ganhos no setor financeiro, como BNP e AXA, que subiu 4%. A petrolífera Total ganhou 1,2%.

As ações da Alcatel-Lucent recuaram quase 8%. A fabricante de equipamentos de telecomunicação afirmou que recebeu uma oferta de compra de US$ 1,5 bilhão por sua unidade Genesys do grupo de private-equity Permira. Analistas do Royal Bank of Scotland disseram que, ainda que o acordo satisfaça os requerimentos de capital da Alcatel-Lucent para os próximos 24 meses, ele deixa a companhia com margens de lucro estruturalmente menores.

Em Frankfurt, o índice DAX 30 subiu 0,61%, para 5.913,53 pontos. As ações do setor de finanças se saíram bem, com RWE e E.ON ganhando 4% e 2,3%, respectivamente. Na Bolsa de Milão, o índice FTSE MIB subiu 2,02%, para fechar em 16.293,19 pontos. Já a Bolsa de Lisboa, na contramão, fechou em queda de 0,24% em Portugal, em 5.981,50 pontos. As informações são da Dow Jones.

(Gabriel Bueno, da Agência Estado)

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