Europa oscila, após reação positiva a EFSF

Yolanda Fordelone

29 de setembro de 2011 | 09h41

As bolsas europeias reagiram positivamente à aprovação pelo Parlamento da Alemanha das mudanças na Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), mas não houve euforia e alguns dos índices devolveram os ganhos obtidos na sequência do resultado. As ações dos bancos, no entanto, sustentam alta graças à passagem da legislação na Alemanha.

“Embora as mudanças no EFSF irão eventualmente ajudar a aliviar parte da tensão do mercado, já que o fundo será capaz de comprar de bônus no mercado secundário, oferecer linhas de crédito e permitir a recapitalização dos bancos, o problema de médio prazo da Grécia ainda não foi resolvido”, disse a analista do Newdge, Annalisa Piazza.

Às 9h10 (de Brasília), o índice FT-100, de Londres, caía 0,75%, e o Xetra-Dax, de Frankfurt, operava em baixa de 0,14%. Paris subia 0,09%. As ações do Société Générale avançavam 5%.

Enquanto a Bolsa de Frankfurt chegou a subir com a aprovação da EFSF, o mercado londrino continuou no vermelho, pressionado pelo setor de mineração que recua com a queda dos metais. As ações da Xstrata e da Antofagasta perdiam 2,96% e 3%, respectivamente, às 8h45 (de Brasília), segundo o site da Bolsa de Londres.

A cautela demonstrada nesta quinta-feira é motivada, em grande parte, pela expectativa com o resultado da visita dos inspetores da União Europeia, FMI e Banco Central Europeu à Grécia.

Paralelamente, o noticiário econômico europeu não trouxe boas notícias – com exceção da Alemanha. As empresas e os consumidores dos 17 países que utilizam o euro se tornaram muito mais pessimistas sobre suas projeções em setembro, com a intensificação da crise da dívida soberana. A Comissão Europeia divulgou hoje que seu Indicador de Sentimento Econômico para a zona do euro caiu pelo sétimo mês seguido, para 95,0, de 98,4. Economistas ouvidos pela Dow Jones previam uma retração menor, para 96,0.

Já na Alemanha, o total de desempregados caiu em setembro para o menor nível em 20 anos para um mês de setembro na Alemanha, para 2,796 milhões, em termos não ajustados, de 2,945 milhões em agosto. Em termos sazonalmente ajustados, a taxa de desemprego na Alemanha caiu para 6,9% em setembro, de 7% em agosto. Economistas esperavam que a taxa permanecesse em 7%. A taxa é a menor, em termos sazonalmente ajustados, desde que foram iniciados os registros comparáveis para toda a Alemanha, em 1998.

O leilão de 6,93 bilhões de euros em notes de três anos, 10 anos e 11 anos pela Itália ocorreu sem problemas, embora tenha pago mais para colocá-los no mercado. As informações são da Dow Jones.

(Cynthia Decloedt, da Agência Estado)

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