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Europa recua no dia com temores sobre dívida italiana, mas sobe no mês; Bovespa cai

Bianca Pinto Lima

31 de outubro de 2011 | 15h30

As bolsas de valores da Europa encerraram a segunda-feira em queda, com preocupações sobre a dívida da Itália e o pedido de falência da MF Global levando investidores a embolsar lucros.

O índice FTSEurofirst 300 fechou em queda de 1,82%, aos 999 pontos. No mês, houve alta de 8,3%, a primeira elevação mensal desde abril e a maior desde julho de 2009.

A bolsa italiana foi destaque, com perda de 3,8%, acompanhando a alta do rendimento do título de 10 anos do país acima de 6% em meio à pressão para o governo conter os problemas de dívida.

No mercado doméstico, a Bovespa opera agora em queda de 1,69%, aos 58.510 pontos. Já o dólar sobe 1,07%, cotado a R$ 1,6980, na máxima do dia. Em Nova York, os sinais negaticos se repetem: Dow Jones recua 1,39%, S&P 500 tem queda de 1,46% e Nasdaq, termômetro do setor de tecnologia, perde 1,21%.

“Os renovados temores sobre a dívida italiana são um sinal do nervosismo dos investidores. As medidas definidas durante a cúpula da semana passada, que falhou em reduzir os rendimentos italianos, precisam ter clareza e ser colocadas em prática rapidamente”, disse Arnaud Poutier, co-diretor do IG Markets France.

O índice de ações dos bancos da zona do euro teve forte queda, impactado também pelo colapso da MF Global’s. O Deutsche Bank perdeu 8,2% e o Société Générale caiu 9,4%.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 2,77%, a 5.544 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX recuou 3,23%, para 6.141 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 caiu 3,16%, para 3.242 pontos.

Já em Milão, o índice Ftse/Mib encerrou em baixa de 3,82%, a 16.017 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrou perda de 2,92%, para 8.954 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve desvalorização de 1,27%, para 5.870 pontos.

(Reuters, com Economia & Negócios)

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