Fundo de resgate à Europa não convence e bolsas caem

Bianca Pinto Lima

30 de setembro de 2011 | 08h55

As bolsas europeias caem e o euro também ressente-se de questionamentos sobre a eficácia das mudanças que estão sendo aprovadas no fundo de resgate europeu e da divulgação de indicadores econômicos preocupantes na China, Alemanha e na zona do euro. Nas praças europeias, os papéis dos bancos e das montadoras lideram as perdas. O fechamento do trimestre provoca cautela.

“Esperamos a aprovação por todos os países do EFSF 2.0, mas a rápida aceleração da crise fez com que a versão atual corra o risco de se mostrar inadequada já no último trimestre do ano”, disse o Deutsche Bank.

Se o EFSF assumir a responsabilidade de dar sustentação ao mercado secundário de bônus, com a compra de papéis a taxas comparáveis as que temos visto o BCE intervir nos mercados de bônus da Itália e da Espanha, o EFSF ficará sem recursos em cerca de seis meses, completou o analista da Evolution Securities, Gary Jenkins.

Às 8h34 (de Brasília), Londres caía 1,64%, Frankfurt cedia 2,72% e Paris recuava 2,05%.

As ações do Deutsche Bank e do Société Générale estavam entre os destaques de queda no setor financeiro, perdendo 5% e 7,6%, respectivamente há pouco.

A pressão de alta na inflação na zona do euro favoreceu as vendas dos papéis dos bancos. A taxa anual de inflação nos 17 países da zona do euro aumentou para 3% em setembro, seu nível mais alto em quase três anos.

O Deutsche Bank foi prejudicado ainda por uma reportagem publicada em jornal alemão de que a instituição poderá cortar sua meta de lucro. O Société Générale teve recomendação rebaixada pelo UBS de compra para neutro.

As ações da Metro, maior varejista da Alemanha, caíam 2,8% no mesmo horário acima, em reação à queda de 2,9% nas vendas do varejo alemão ajustadas em agosto, superando a retração de 0,1% prevista pelos analistas.

Já as montadoras perdiam com a confirmação de contração da atividade econômica chinesa pelo índice HSBC de atividade industrial dos gerentes de compras da China, que ficou em 49,9 na leitura final de setembro, mesmo nível de agosto. O índice preliminar de setembro havia ficado em 49,4. As alemãs BMW e Daimler cediam 7% e 2,9%, respectivamente há pouco.

Na contramão, as ações da sueca Lundin Petroleum dispararam 32%, após a empresa informar que uma descoberta de petróleo no mar do norte da Noruega tem agora reservas estimadas de petróleo recuperável variando entre 800 milhões de barris a 1,8 bilhão de barris, bem acima da estimativa anterior de 100 milhões de barris a 400 milhões de barris. As informações são da Dow Jones e agências internacionais.

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(Cynthia Decloedt, da Agência Estado)

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