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Japão não descarta intervenção para conter iene

Yolanda Fordelone

26 de outubro de 2011 | 07h55

O ministro de Finanças do Japão, Jun Azumi, deixou claro nesta quarta-feira que não descarta uma intervenção no mercado para conter a alta do iene, uma vez que a valorização recorde da moeda ameaça prejudicar ainda mais a recuperação econômica do país, já em ritmo moderado.

Uma ampla aversão ao risco fez com que o iene atingisse uma nova máxima desde a Segunda Guerra Mundial diante do dólar. O movimento mostra a reação dos investidores às dúvidas sobre o resultado da cúpula da União Europeia desta quarta-feira. Os receios sobre a crise de dívida europeia provocaram uma onda de compras de ienes que derrubou o dólar para 75,74 ienes. O euro chegou a cair para 105,32 ienes.

“Não descartaremos nenhuma medida possível no enfrentamento disso”, declarou Azumi. “Eu já instruí a equipe do Ministério novamente para fazer preparativos, de forma que possamos agir em resposta a qualquer coisa.” O ministro reconheceu que o iene subiu ultimamente em resposta à crise da dívida da Europa e aos fracos dados econômicos dos EUA – fatores que alguns analistas dizem justificar o movimento do câmbio.

Azumi chamou a apreciação do iene nesta semana de altamente “especulativa”, acrescentando que ela “não está refletindo em nada as economias reais”. Ele também convocou o Banco do Japão (BOJ, banco central) a ajudar a enfraquecer a moeda, por meio de mais afrouxamento monetário. “Acho que nós compartilhamos este sentido de crise e espero que o BOJ atue de maneira apropriada e oportuna”, afirmou o ministro.

O comitê de política monetária do BOJ se reúne na quinta-feira e se espera que considere a adoção de novas medidas de afrouxamento, mais provavelmente pela expansão de seu programa de compra de ativos dos atuais 50 trilhões de ienes (US$ 657,7 bilhões). As informações são da Dow Jones.

(Hélio Barboza, da Agência Estado)

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