Maioria das bolsas na Ásia fecha em queda

Yolanda Fordelone

28 de dezembro de 2011 | 08h09

A maior parte dos mercados asiáticos fechou em queda, com as Bolsas da Austrália e de Hong Kong recuando à medida que os investidores retornaram após um fim de semana prolongado de feriado, embora o principal índice acionário chinês tenha se recuperado das mínimas em 33 meses com uma negociação agitada.

A Bolsa de Tóquio fechou em baixa, após o dado pior do que o esperado sobre a produção industrial abalar o humor dos investidores, enquanto as incessantes apreensões sobre o destino da Tokyo Electric Power (Tepco) lançaram as ações da empresa de energia à mínima recorde. O Nikkei cedeu 16,94 pontos (0,2%), a 8.423,62 pontos, após recuo de 0,5% no dia anterior. O volume de negócios continuou enfraquecido e totalizou 1 bilhão de ações. No entanto, o giro superou o movimento dos dois pregões anteriores, que foram os menores de 2011.

Um declínio de ações chinesas pesou sobre a Bolsa de Hong Kong, que encerrou em território negativo, enquanto o volume de negociação permaneceu fraco devido à cautela dos investidores antes de um leilão de títulos da Itália, que estava previsto para às 8h (de Brasília). O índice Hang Seng Index caiu 0,6%, para 18.518,67 pontos. O volume de negociação registrou uma nova mínima no ano, de 27,90 bilhões de dólares de Hong Kong. ICBC recuou 3,3%, China Overseas Land declinou 3,0% e China Resources Land caiu 2,7%.

Na China, a bolsa fechou marginalmente em alta, ajudada pela caça por pechinchas que levou o principal índice local a se recuperar de seu menor nível em quase três anos. O índice Shanghai Composto subiu 0,2%, para 2.170,01 pontos. Já o índice Shenzhen Composto recuou 0,5%, para 849,76 pontos. As produtoras de cimento foram os destaques de alta: Henan Tongli Cement (+8,3%) e Anhui Chaodong Cement (+4,4%). No setor de gás, Sichuan Datong Gas Development (+9,9%) e Changchun Gas (+9,1%), após o órgão regulador anunciar reformas na precificação do gás natural na Província de Guangdong e na região autônoma de Guangxi Zhuang.

(Antonio Rogério Cazzali, Roberto Carlos dos Santos e Clarissa Mangueira, da Agência Estado)

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