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Metais básicos fecham em queda após sessão volátil; ouro avança 1,36%

Bianca Pinto Lima

26 de outubro de 2011 | 16h16

A maioria dos contratos de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fechou em queda – apesar do cobre ter subido – após uma sessão volátil na qual foram influenciados pelas notícias sobre a cúpula da União Europeia realizada hoje em Bruxelas. Os líderes do bloco tentam chegar a um acordo sobre um plano para conter a crise da dívida.

Na rodada livre de negócios da tarde (kerb), o contrato de cobre para três meses ganhou US$ 150,00 (1,99%), a US$ 7.680,00 a tonelada. O estanho perdeu US$ 825,00 (3,72%), a US$ 21.375,00 a tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de cobre para dezembro avançou US$ 0,0695 (2,03%), fechando a US$ 3,4900 a libra-peso.

Durante a sessão na LME, o cobre chegou a tocar US$ 7.920,00, o maior nível em cinco semanas, após o Parlamento da Alemanha aprovar as diretrizes para a alavancagem da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês). Mas o metal perdeu força depois, com a notícia de que as negociações entre os líderes europeus e os bancos do continente sobre o desconto no valor dos bônus gregos (haircut) chegaram a um impasse e foram suspensas.

O cobre também recebeu suporte da notícia de que a Freeport-McMoRan Copper & Gold declarou força maior para a mina de Grasberg, na Indonésia, o que a permite suspender os embarques. Em função das greves na unidade, a companhia prevê uma redução de 100 milhões de libras-peso de cobre e 100 mil onças-troy de outro na sua produção este ano. Segundo dados do Escritório Mundial de Estatísticas de Metais (WBMS, na sigla em inglês), o mercado de cobre registrou superávit de 312.500 toneladas nos primeiros oito meses do ano.

Entre os metais precisos, o ouro fechou em alta, com a expectativa com a cúpula da UE. Na Comex, o contrato para dezembro ganhou US$ 23,10 (1,36%), a US$ 1.723,50 a onça-troy. “O que quer que eles façam, vai incluir uma injeção de fundos no sistema”, o que é bom para o ouro, disse Frank McGhee, diretor de negociação com metais preciosos da Integrated Brokerage Services.

Segundo analistas do Commerzbank, os ganhos do metal hoje foram acompanhados por novas entradas de capital em fundos de índices (ETF, na sigla em inglês) lastreados em ouro. O SPDR Gold Trust, maior ETF de ouro do mundo, registrou entrada de 16,5 toneladas nas últimas duas semanas. As informações são da Dow Jones.

(Álvaro Campos, da Agência Estado)

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