Na Ásia, bolsas fecham em forte queda

Bianca Pinto Lima

22 de setembro de 2011 | 08h01

As Bolsas da Ásia recuaram forte, com baixas superiores a 2%. As incertezas e o pessimismo sobre a economia global foram amplificados pela queda em Wall Street e pelas previsões sombrias do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) sobre os riscos e perspectivas da economia norte-americana.

Estes fatores, aliados a indicadores preliminares da atividade manufatureira na China que mostram declínio em setembro, derrubaram a Bolsa de Hong Kong para o menor patamar em 26 meses. O índice Hang Seng caiu 912,22 pontos, ou 4,85%, e encerrou aos 17.911,95 pontos, o pior fechamento desde 14 de julho de 2009. Todos os 46 índices da bolsa fecharam no vermelho. Entre as imobiliárias, China Overseas Land retrocedeu 6,7%. O peso pesado HSBC recuou 3,6%. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) deslizou 7,6%.

As Bolsas da China também fecharam em forte queda, no embalo das perdas em Nova York e dos números sobre a atividade manufatureira local, que apontam para a redução do crescimento econômico. O índice Xangai Composto perdeu 2,8% e encerrou aos 2.443,06 pontos. O índice Shenzhen Composto recuou 2,9% e terminou aos 1.070,78 pontos. Os setores de carvão e metais lideraram o declínio. Shanxi Xishan Coal & Electricity Power baixou 3,2%. China Shenhua Energy caiu 3,4%. Jiangxi Copper tombou 5,3%.

O yuan se desvalorizou sobre o dólar, em meio ao rali da moeda norte-americana em relação às unidades regionais. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,3877 yuans, de 6,3823 yuans ontem.

Já a Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, também caiu por conta da realização de lucros por parte de investidores estrangeiros e da valorização do dólar. O índice Kospi perdeu 2,90% e encerrou aos 1.800,55 pontos. Samsung Electronics caiu 2,8%, LG Chem perdeu 4,6% e Hyundai Motor teve declínio de 1,9%.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé encerrou em baixa, influenciada pela debilidade de Wall Street e dos mercados regionais. O índice Taiwan Weighted retrocedeu 3,06% e fechou aos 7.305,50 pontos. As ações do setor de tecnologia não conseguiram se aproveitar do dólar taiwanês desvalorizado, já que as demandas do exterior continuam fracas no 2º semestre. HTC perdeu 5,3% e TSMC retrocedeu 4,2%. Os papéis financeiros continuam se ressentindo das preocupações com a situação da dívida europeia. Fubon e Mega Financial recuaram 4% e 5%, respectivamente.

No mesmo sentido, a Bolsa de Sydney, na Austrália, sofreu a maior queda da semana, atingindo a menor pontuação em seis semanas. O índice S&P/ASX 200 teve baixa de 2,63% e fechou aos 3.964,90 pontos. O setor de mineração foi o mais fraco, com BHP Billiton recuando 4%, Rio Tinto desvalorizando 6,5%, Fortescue caindo 6% e Iluka registrando baixa de 8,5%. Na Bolsa de Metais de Londres, o cobre comercializado na Ásia caiu 3,4%, ampliando os estragos nas companhias do setor.

Nas Filipinas, a Bolsa de Manila também fechou em baixa. O índice PSEi recuou 2,57% e terminou aos 4.096,10 pontos.

A Bolsa de Cingapura teve forte baixa, com os investidores reagindo à avaliação pessimista do Fed sobre a economia dos EUA. Outro fator a pesar foi o declínio da atividade industrial da China em setembro. O índice Straits Times perdeu 2,6% e fechou aos 2.720,53 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 8,9% e fechou aos 3.369,14 pontos, com os fundos estrangeiros reduzindo suas posições em meio a preocupações de que a desvalorização da rupia pode provocar explosão da inflação e afetar os lucros das empresas e a economia.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, acompanhou o movimento das demais asiáticas e cedeu 3,8%, fechando aos 990,59 pontos.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 2,2% e fechou aos 1.387,81 pontos, afetado pelo cenário traçado pelo Fed e preocupações com a crise da dívida europeia.

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